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Política

há 30 minutos

Marcos Pollon assina novo pedido de impeachment contra Alexandre de Moraes

Documento acusa o ministro de desvio de finalidade e cita inquérito das fake news; parlamentar já havia solicitado outras investigações sobre o magistrado

O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) assinou um novo pedido de impeachment do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Alexandre de Moraes.

O parlamentar já é autor de um requerimento anterior para o afastamento do magistrado. Ele também propôs duas solicitações de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) com o objetivo de investigar o envolvimento de Moraes e de sua esposa no escândalo do Banco Master.

A nova petição acusa o ministro de desvio de finalidade, quebra de imparcialidade e violação dos deveres da magistratura. O documento menciona uma decisão proferida no inquérito das fake news, apontando que Moraes teria ordenado à Polícia Federal o envio de relatórios de inteligência com menções a integrantes do STF.

Segundo o texto da denúncia, a exigência dessas informações sigilosas buscava proteger interesses associados ao escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes e ao Banco Master, pertencente ao empresário Daniel Bueno Vorcaro. A peça afirma que o inquérito foi utilizado para constranger o ministro André Mendonça, responsável por relatar investigações sobre a instituição financeira.

A colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro, também é questionada. O aditamento argumenta que a delação ocorreu sob coação, fazendo referência ao período de prisão cautelar prolongada e a possíveis pressões sobre familiares do militar.

A ação sustenta que Moraes agiu de forma incompatível com a lei ao assumir as funções de vítima, acusador e julgador nas apurações. O documento pede o acesso aos autos do inquérito 4.781/DF e a convocação de Cid como testemunha.

O sistema do Senado contabiliza atualmente o apoio de 46 parlamentares à medida, divididos entre 33 senadores e 13 deputados federais. A estratégia do grupo é ampliar as adesões para pressionar o presidente da Casa, Davi Alcolumbre, a dar andamento ao processo.

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