Enquanto obras municipais desaceleram ou param de vez e a Prefeitura de Campo Grande promove cortes em diversas áreas alegando necessidade de ajuste fiscal, uma despesa permanece intocada: a folha de pagamento de pastores e fiéis ligados à prefeita Adriane Lopes (Progressistas).
De acordo com dados do Portal da Transparência, os salários desse grupo chegam a R$ 105.032,45 por mês, mesmo diante do cenário de contenção que afeta serviços públicos e investimentos essenciais na Capital.
A lista dos religiosos nomeados inclui, Marcos Ferreira Chaves de Castro, Jorge Luis Franco, Emerson Irala de Souza, Ciro Vieira Ferreira, Edu Miranda, Jadir Cabral, Julinei Herao Ferreira, Hemerson Ortiz e Moacir Frank da Costa, que constam como ativos na folha municipal. Outros nomes citados anteriormente, como Fausto Azevedo Tales, Enoque Camposano e Jusley Gonçalves Lopes, aparecem em registros públicos como já tendo ocupado cargos comissionados e recebido salários que vão de R$ 3,6 mil a mais de R$ 9,5 mil.
O ex-vereador Edu Miranda segue no cargo especial na Secretaria de Assistência Social, recebendo R$ 15.148,35, valor acima de muitos secretários adjuntos. Já os pastores Emerson Irala de Souza e Ciro Vieira Ferreira ultrapassam os R$ 12 mil.
Além deles, Marcos Chaves de Castro, Jorge Luis Franco, Fausto Tales e Jadir Cabral integram o grupo que recebe R$ 9.567,09. Outros nomes, como Julinei Herao Ferreira, Enoque Camposano, Hemerson Ortiz e Moacir Frank da Costa, aparecem com remunerações entre R$ 4,4 mil e R$ 7,8 mil.
A contradição é evidente, já que enquanto contratos são suspensos, obras ficam pela metade e serviços públicos enfrentam restrições, integrantes do círculo religioso próximo à prefeita seguem com salários robustos e cargos estratégicos na administração municipal.
No entanto, o mesmo não é vivido por outros servidores, que tiveram as horas de trabalho reduzidas e podem enfrentar problemas financeiros por conta disso.
Procurada, a prefeitura ainda não se manifestou sobre a manutenção dos comissionados de altos salários em tempos de contenção de despesas.







