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Política

Mesmo enfraquecido após escândalos, PMDB vai lançar candidato na Capital

12 março 2016 - 07h42Por Airton Raes

Apesar dos desgastes políticos tanto com as derrotas históricas nas duas últimas eleições quanto a sequência de escândalos envolvendo a administração anterior, o ex-governador André Puccinelli (PMDB) garante que o PMDB terá candidato 'de qualquer maneira', mesmo se todos os nomes cotados como pré-candidatos desistam. 

Os nomes cotados para disputar a prefeitura de Campo Grande pelo PMDB são o senador Waldemir Moka, o deputado federal Carlos Marun, além dos vereadores Paulo Siufi e Carla Stefanini. Isto se todos permanecerem na legenda até o fim da janela partidária, no início de abril. “Márcio Fernandes era pré-candidato, mas anunciou semana passada que não quer disputar. Se ninguém quiser, mesmo assim vamos ter candidato”, afirmou Puccinelli. O deputado Márcio Fernandes se filiou ao PMDB está semana e era cotado como candidato.

Indagado se ele seria esse nome já que a legenda terá candidato 'mesmo que todos desistam', André Puccinelli negou ter interesse em disputar. “Eu já disse que eu não sou candidato. Não sei por que vocês continuam me perguntando isso", completou. Ao ser questionado sobre aliança com o PSDB, André Puccinelli afirmou que toda eleição se busca fazer alianças com a maioria de partidos, mas reafirmou que o PMDB lança candidatura própria.

Puccinelli disse ainda que a situação atual e a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre os diretórios municipais são propícias ao PMDB na disputa pelas prefeituras. “Com essa definição do TSE de que não pode mais haver diretório provisórios para disputar as eleições, beneficiará o PMDB e fortalecerá a construção político-partidária nos municípios”, explicou.

O ex-governador esteve na tarde da terça-feira (8), no Juizado Especial de Pequenas Causas, devido processo de calúnia instaurado pelo prefeito Alcides Bernal (PP). Ele responde à ação judicial por declarar que Bernal foi cassado do cargo porque era ladrão, durante agenda pública em 28 de março de 2014, em Dourados.

Além disso, o peemedebista acumula outras investigações iniciadas após a deflagração da Operação Lama Asfáltica. Com base nas apurações da Polícia Federal, a Força-Tarefa do MPE (Ministério Público Estadual) ingressou, entre outras ações, com ação civil pública por improbidade administrativa na terceirização de serviços na Secretaria de Estado da Fazenda.