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Política

há 1 hora

Militantes e classe artística realizam ato vira-voto para Lula no centro de Campo Grande (vídeo)

Grupo reuniu cerca de 60 pessoas para promover "vira-voto" e defender investimentos do governo federal na cultura

Militantes, artistas e defensores da cultura realizam um ato político de "vira-voto" a favor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na manhã deste sábado (17), na Avenida Barão do Rio Branco, quase esquina com a Rua 14 de Julho, no centro de Campo Grande.

A manifestação reúne cerca de 60 pessoas em um tradicional ponto de encontro político do Estado. Os participantes exibem bandeiras do PT (Partido dos Trabalhadores) e usam camisas da Seleção Brasileira com adesivos de estrelas vermelhas. O objetivo da vestimenta é ressignificar as cores verde e amarela, com a justificativa de que os tons foram sequestrados por bolsonaristas.

A principal tática nas ruas é o diálogo direto com eleitores indecisos. Manifestante identificada apenas pelo primeiro nome, Inês, alegou que a abordagem serve para informar a população sobre Flávio Bolsonaro. "Ele é filho de Jair Bolsonaro. De tantos crimes que ele cometeu, o mais grave de todos, para mim, foi querer dar um golpe na democracia. E ele tinha um plano de matar o Lula, o [Geraldo] Alckmin e o Alexandre de Moraes", afirmou a ativista, mencionando ainda que o militar que executaria o crime está preso e condenado.

A pauta cultural norteia grande parte da mobilização. Caroline Garcia, produtora e coordenadora do Ministério da Cultura em Mato Grosso do Sul, defendeu as políticas públicas da atual gestão federal. Ela destacou a implementação da PNAB (Política Nacional Aldir Blanc), que destina R$ 40 milhões anuais ao fomento da arte no Estado e busca democratizar o acesso da população ao setor.

O ator e produtor audiovisual Salim Haqzan, de 56 anos, endossou os investimentos federais. Natural de Corumbá, ele pontuou que as políticas em vigor permitem a execução de projetos por artistas de diversas regiões e segmentos, alcançando trabalhadores da cultura que nunca haviam acessado esses recursos.

O protesto abriu espaço para embates locais encabeçados pelo vereador Jean Ferreira (PT). O parlamentar citou o cenário das pesquisas eleitorais, destacou o engajamento da militância e pediu que a população compareça às urnas. Ferreira aproveitou a ocasião para divulgar a criação de um movimento pela cassação da prefeita Adriane Lopes (PP), associada por ele ao bolsonarismo. Conforme o vereador, a iniciativa já soma mais de 5 mil assinaturas pedindo a saída da chefe do Executivo, com milhares de apoiadores mobilizados no Instagram e em canais de WhatsApp.

 

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