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Política

Mochi: peemedebistas de MS devem seguir orientação e deixar Governo

04 abril 2016 - 19h06Por Rodson Willyams

Para o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul e líder do PMDB regional, deputado estadual Junior Mochi, todos os partidários da sigla devem deixar o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). O PMDB nacional rompeu com a presidente de forma oficial na semana passada, e 'entregou' todos os cargos que tinham no governo. Porém, seis ministros resistem e continuam ocupando os cargos, assim como um número não confirmado de peemedebistas sul-mato-grossenses.

Segundo Mochi, a permanência de pessoas do partido dentro da sigla é lamentável. "O nosso partido é muito grande e temos alguns que não concordam com as decisões tomada pela maioria. Infelizmente, temos aqueles que são tomados pelo adesismo fácil dos cargos e não querem seguir a orientação partidária", afirmou.

Para o líder regional, quem tem formação política, através do seu partido, sempre vai acompanhar a determinação dele. "Agora, quem não tem e ocupa espaço em partidos apenas para negociar e ocupar espaços no governo permanece no governo. Acho isso extremamente lamentável".

No entanto, ele ainda defende uma posição mais dura do PMDB em relação aqueles que insistem em descumprir a determinação partidária. "O nosso país vive o problema que vive porque a Democracia exige partidos fortes. E partidos fortes têm que tomar decisões e elas devem ser cumpridas".

De acordo com o deputado, "o PMDB regional e o PMDB nacional estão afinados" e o partido em Mato Grosso do Sul segue a mesma linha da nacional defendendo o impeachment da presidente Dilma Rousseff. 

No início de março, o vice-presidente da República, Michel Temer, reeleito presidente do PMDB, havia antecipado que o PMDB iria 'abandonar' a presidente Dilma. O ato foi confirmado no último dia 29 do mesmo mês. 

Ministros 

Mesmo depois do rompimento do PMDB com o governo e a determinação de que seus integrantes deveriam entregar os cargos, os seis ministros do partido insistem em continuar em seus postos, embora tenham deixado Dilma “à vontade” para recompor sua base aliada. Caso eles permaneçam no governo, poderão ser expulsos do partido.

De acordo com a Agência Brasil, por conta disto, a presidente decidiu adiar para a semana que vem a definição dos integrantes do partido que continuarão no governo e quais darão espaço a outras legendas.