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domingo, 23 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

MPE abre inquérito para apurar condutas de ex-presidentes da Câmara

11 novembro 2015 - 13h48Por Rodson Willyams

A 29ª Promotoria de Justiça do Patrimônio Público e Social, da Comarca de Campo Grande, abriu inquérito civil para apurar as condutas dos ex-presidentes da Câmara Municipal da Capital por eventuais retardamentos ou recusas na prestação de informações ao Poder Judiciário. O caso é sobre vencimentos e verbas indenizatórias dos vereadores desta Capital.

O assunto é antigo na Câmara Municipal de Campo Grande e, no início deste ano, a Procuradoria-Geral da Casa teve que encaminhar dados referente a outras administrações, incluindo o extratos referentes aos ganhos dos parlamentares. A Justiça por sua vez, chegou a declarar que a Casa de Leis encaminhasse de forma rápida essas informações.

Porém, no que se refere a suspensão da verba indenizatória,  em junho deste ano, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou o retorno do pagamento das verbas indenizatórias dos vereadores de Campo Grande. O benefício estava suspenso desde 28 de maio, após decisão da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos que considerou a verba ilegal.

No agravo impetrado pela Câmara Municipal, os vereadores alegaram que as verbas indenizatórias são legítimas e o atendimento ao pedido realizado em ação popular movida pelo advogado Daniel Ribas da Cunha caracteriza “medida inibitória das funções institucionais do Poder Legislativo local”.

Na defesa, os parlamentares ainda questionaram a urgência da liminar, uma vez que o pagamento está sendo realizado desde o início da legislatura, e justificaram que o subsídio “se destina a cobrir despesas que não são típicas das funções do agente público, decorrentes de atividades excedentes e que demandam gastos extras, paga mediante prestação de contas”.

Neste sentido, a verba indenizatória “busca suprir o desfalque com despesas relativas à manutenção de atividade parlamentares, como transporte, consultoria e divulgação da atividade parlamentar; e que essas despesas realizadas devem ser comprovadas pelo vereador”.

Considerando esses argumentos, o desembargador Dorival Renato Pavan decidiu pelo retorno do benefício em decisão datada de 18 de julho. O valor pago da verba indenizatória é incorporado além dos R$ 15 mil recebidos sobre os vencimentos dos vereadores e o requerente poderá recorrer da decisão em até 10 dias.