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Política

MS começa com tentativa de derrubada do governador

36 anos

10 outubro 2013 - 08h00Por Juliene Katayama

Depois de 36 anos de formação de Mato Grosso do Sul, o deputado estadual Onevan de Matos (PSDB) foi um dos 18 deputados constituintes da Divisão do Estado lembra das primeiras dificuldades políticas enfrentadas entre Executivo e o Legislativo na época.

O presidente Ernesto Geisel assinou o decreto-lei em 1977, mas só no dia 1º de janeiro de 1979, Harry Amorim da Costa para assumiu a administração estadual. No entanto, sua indicação não agradou a todos e uma crise se instaurou no Estado recém-criado.

Onevan disse que a relação entre Executivo e Legislativo, durante o período militar, foi harmônica, mas lembrou da divergência dentro do Legislativo na tentativa de derrubar o primeiro governador. "O relacionamento dos governadores nomeados com o Legislativo era bom. Teve sim movimento para derrubar o Harry, uns queriam que ele saísse, outros queriam que ele ficasse", afirmou.

Onevan ressaltou ainda a decisão final dos interesses do Estado era definida em Brasília. "Houve isso sim (tentativa de derrubada de Harry) na Assembleia, mas a última palavra era sempre do Planalto", relembrou.

Para o deputado, apesar da força política contrária que Harry enfrentou, ele desenvolveu bom trabalho para o Estado. "Além da estrutura, começou a administrar com execução de obras, começou a aparecer o trabalho dele. Ele não tinha a força política e a pressão lá em cima, dos três senadores, valeram para ele ser substituído", finalizou.

Histórico - Harry Amorim Costa nasceu em Cruz Alta (RS), em 23 de maio de 1927 e faleceu em Miranda (MS), em 19 de agosto de 1988. Formado em engenharia, foi o primeiro governador de Mato Grosso do Sul quando era servidor público do Departamento Nacional de Obras de Saneamento, uma autarquia federal criada pelo presidente Ernesto Geisel.

Em 1982, foi eleito deputado federal pelo PMDB , principal partido de oposição ao governo de João Figueiredo. Não conseguiu se reeleger em 1986, sendo então nomeado secretário de Estado de Meio Ambiente, no ano seguinte. 

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