Prefeitura conseguiu na Justiça bloquear todos os valores do caixa do Consórcio Guairucus, grupo de empresas que promove o transporte coletivo em Campo Grande. O pedido se deu em sigilo extremo, o que causou espanto até em operadores do Direito.
Inicialmente, um pré-candidato e ex-candidato a prefeito de Campo Grande, Luso de Queiroz, havia pedido – além da intervenção municipal no transporte coletivo - bloqueio de R$ 46 milhões – tanto das empresas quanto dos agentes públicos que ele classificou como ''omissos'' na fiscalização do serviço de transporte.
Porém, a Procuradoria-Geral do Município contestou a medida e refutou a tese de omissão, citando diversas medidas e a própria iminência da intervenção. No entanto, no mesmo processo, pediu e conseguiu bloquear todos os valores das empresas no caixa do consórcio . A cifra não foi detalhada, somente autorizada pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande.
A ordem de bloqueio afeta as empresas Viação Cidade Morena; São Francisco; Campo Grande; Jaguar e da Assetur.
''Determino o imediato bloqueio judicial de todos os valores existentes nas contas bancárias dessas empresas'', anotou o juiz na sentença liminar. O magistrado advertiu os administradores dessas firmas que, eventual movimentação nas contas poderá incorrer em desobediência à Justiça.
O juiz Eduardo Lacerda pontuou que a medida visa assegurar a continuidade dos serviços e ficará à disposição da equipe interventora, apresentada pela prefeita Adriane Lopes (PP) nesta terça-feira (16). Foi destacado que o valor ao certo do que existe no caixa das empresas é desconhecido. Porém, fica a ordem no valor de até R$ 46 milhões no sistema Sisbajud.








