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Política

Na mira do MPE, vereadores negam esquema para cassação de Bernal

29 setembro 2015 - 10h50Por Izabela Sanchez e Dany Nascimento

Os vereadores investigados pela operação Coffee Nreak, que busca desvendar suposto esquema para cassação do prefeito Alcides Bernal (PP), em 2014, negaram que a cassação do chefe do executivo tenha alguma relação com esquemas de corrupção. Eles estão na mira do ministério Público, e podem ser afastados a qualquer momento.

O presidente da Câmara, Flávio César (PTdoB) discursava nesta manhã, quando Airton Saraiva (DEM) pediu para usar a tribuna e, em tom alterado, fez um discurso hostil ao prefeito Alcides Bernal (PP). “Ele (Bernal) quis dizer que poderia administrar a cidade sozinha, e esqueceu que os mesmos votos que recebeu, nós também recebemos. Chamamos ele várias vezes aqui, para falar do orçamento e ele veio aqui uma vez, e virou as costas para esta Casa”, declarou.

Questionado sobre o uso da própria residência para as reuniões do esquema de cassação de Bernal (PP), Airton respondeu, irritado, “não vou falar. Respeito o segredo de Justiça”.

O vereador Carlão (PSB) afirma ter acompanhado os fatos pela imprensa, e que votou pela cassação “pelo bem da cidade”. “Quando votei pela primeira vez na Comissão Processante, votei não. Mas o prefeito não se defendeu. Analisei os documentos e mudei meu voto porque, como parlamentar, vi que a cidade estava sofrendo”.

Carlão também afirma não ter participado de nenhum esquema. “Não recebi benefícios do Olarte. Fui o primeiro a levar o extrato bancário no Gaeco”. É o que também afirma a vereadora Carla Stephanini (PMDB). “Tudo foi feito de forma legal, e obviamente não recebi benefícios para votar pela cassação”.

Já Chiquinho Telles (PSD) declarou “estar surpreso por fazer parte da lista de vereadores com pedido de afastamento”.  “Nem sequer fui ouvido pelo MPE (Ministério Público Estadual). Não tem nada de concreto. O MPE está fazendo o papel dele, e se determinar tem que ser cumprido. Mas pode ser contestado”, afirmou.

Ainda declarou que não há crime em participar do processo político de cassação de um representante. “Estou procurando onde houve crime na atitude da câmara. Se participar do governo for crime... não consigo entender. Respeito o segredo de justiça e aguardo a decisão do desembargador.”