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Política

Na nova legislatura, Dagoberto quer alterar reforma trabalhista e criar zona franca na fronteira

Pedetista aguarda definição sobre quem será o próximo presidente da República

21 outubro 2018 - 14h30Por Thiago de Souza

O pedetista Dagoberto Nogueira, último colocado na corrida eleitoral para a Câmara dos Deputados, disse que vai se debruçar sobre dois projetos na nova legislatura: a criação de uma zona franca em Ponta Porã e Corumbá. A outra, a depender que quem vença as eleições presidenciais, pretende alterar pontos da reforma trabalhista, aprovada na gestão Michel Temer.

Conforme Nogueira, um projeto que será seu carro-chefe é a Áreas de Livre Comércio ( ALCs)  em Ponta Porã e Corumbá, fronteira com Paraguai e Bolívia, respectivamente.

O pedetista diz que a criação dessa zona livre, semelhante a Zona Franca de Manaus, vai potencializar a vocação econômica das duas cidades e gerar emprego e renda.

Outro ponto destacado é que as cidades tem sua competitividade prejudicada em razão da carga tributária nas cidades vizinhas de Paraguai e Bolívia - Pedro Juan Caballero e Porto Quijarro, serem menores do que no Brasil.

O deputado reeleito destaca que quase não teve votos nas duas cidades e mesmo assim pretende prosseguir com o projeto, que já foi aprovado na Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio da Câmara dos Deputados.

Dagoberto Nogueira afirmou que está em um partido essencialmente trabalhista, por isso aguarda a definição sobre o próximo presidente da República para propor mudanças na legislação trabalhista e previdenciária.

''Se for o Bolsonaro farei oposição. Se for o Haddad vou fazer composição, mas oposição sistemática, porque espero que o PT faça um governo de esquerda'', analisou o ex-secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul.

Sobre a reforma trabalhista, Dagoberto pretende revogar alguns pontos, principalmente o conceito do ''acordado sobre o legislado''. ''É isso que estrangula o trabalhador'', criticou. Acrescentou que pretende mudar outros pontos, como perda de direito de gestantes e questão de fracionamento de férias.

Outro foco do reeleito será a reforma da previdência, que pode voltar a ser discutida no ano que vem. ''Do jeito que a reforma está aí [proposta de Michel Temer] não vou aceitar. Quero que seja mais discutida e socialmente mais justa'', prometeu.

Dagoberto Nogueira teve 40.230 votos e ficou em oitavo lugar.