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Política

Antes de visita do filho ser revelada, Odilon negava negociação com Puccinelli por aliança

Em discurso, ele garantiu que firmou parceria somente com Junior Mochi e Waldemir Moka

15 outubro 2018 - 17h00Por Dany Nascimento

Disputando o segundo turno para o governo do Estado, o juiz aposentado Odilon de Oliveira (PDT) afirmou, em coletiva no dia 10, que não tratou de apoio com o ex-governador André Puccinelli (MDB), que permanece preso no Centro de Triagem do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. No entanto, o filho dele, Odilon Junior, foi flagrado visitando o ex-governador na prisão.

Antes do flagrante, o pai afirmou que não foi visitar a liderança do MDB e garante que firmou aliança com a sigla através de outras lideranças. “Puccinelli já prestou serviço para sociedade durante muito tempo, durante décadas, eu não conversei com ele pessoalmente, tratei dessa questão com Junior Mochi e outros integrantes do partido, como o senador Moka”.

Ao falar de André, Odilon diz que ele já cumpriu seu papel em Mato Grosso do Sul e deixou saudades. “O Puccinelli já cumpriu papel dele no Estado, assim como cumpriu outras grandes pessoas das quais Mato Grosso do Sul tem saudade, Wilson Barbosa Martins, Ramez Tebet e outras figuras interessantes”.

Tudo indica que a aliança entre PDT e MDB neste segundo turno das eleições foi fechada dentro do Centro de Triagem do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande. O filho do candidato, Odilon Junior, visitou semana passada André Puccinelli na cadeia.

Visita de Odilon Junior

‘Misteriosamente’, logo após a visita, realizada dia 10 deste mês, Odilon e Junior Mochi anunciaram, juntos, a aliança entre as siglas.

Parece mesmo que, diferente do discurso público, André Puccinelli segue firme e forte mandando no MDB de dentro de uma cela.

Por outro lado, Odilon vê discurso anticorrupção cair por terra quando tem seu filho visitando um ex-governador preso por corrupção.