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Política

há 17 minutos

Orçada em R$ 3,2 milhões, obra de CAPS paralisa e só abriga mendigos no Guanandi

Moradores sequer foram consultados e local é uma praça, segundo MPE-MS

  • Unidade de saúde custaria R$ 3,2 milhões
  • Unidade de saúde custaria R$ 3,2 milhões
  • Unidade de saúde custaria R$ 3,2 milhões

O que seria o reforço para a política de saúde mental na cidade virou transtorno para moradores do Bairro Guanandi, em Campo Grande; trata-se da obra do CAPS Infantojuvenil, a ser erguido na Avenida Manoel da Costa Lima, ao custo de R$ 3,2 milhões.

Conforme mostrado pelo TopMídiaNews ainda em janeiro deste ano, populares reclamaram que a construção é em cima de uma praça e a comunidade queria um local de lazer estruturado. Sobre a unidade de saúde mental, eles dizem que praticamente ninguém fora consultado. 

À época, foi feito um abaixo-assinado e enviado para a prefeitura. Tempos depois, o Ministério Público Estadual emitiu uma recomendação; a sugestão pedia a mudança de configuração da área – de praça pública para área de construção, ou então a obra teria de ser suspensa para se adequar à lei.  

Ainda este ano, a Prefeitura acatou a recomendação do MP e suspendeu a construção na área que tem 3.300 m².  

                      Unidade de saúde custaria R$ 3,2 milhões

Contenda

Além do centro para saúde mental, o local abrigaria uma unidade do programa ''Banho Solidário'', que oferece chuveiros em locais com grande incidência de pessoas vulneráveis. À época, essa questão também foi criticada por moradores, que temiam aumento de marginais e transtornos para os bairros. 

Enquanto isso...

Moradora denuncia que o local da obra foi cercado com tapumes. Nessa toada, a calçada foi encurtada e está deteriorada. 

''A calçada simplesmente não existe. Corremos risco de ser atropelada ou de levar um tombo. "Quase cai hoje'', desabafou uma mulher que não quis se identificar. Ele explica que, por vezes, é preciso andar na pista por causa do calçamento ruim. 

Em outro trecho, a contribuinte destaca que a obra é muito próxima da Unidade de Saúde Dona Neta e, por isso, há a presença de muitos idosos, mais vulneráveis a acidentes. 

Insegurança 

O local da construção é grande e traz um terceiro problema: moradores de rua, usuários de drogas, sendo que entre eles há criminosos. 

''Virou morada de 'noias'', desabafou a moradora, que completou: ''Corremos risco no ponto de ônibus à noite'', lamentou a pedestre, citando o problema da calçada e dos marginais. 

Resposta

Prefeitura respondeu que a obra é prioritária em razão de haver somente uma unidade do CAPS destinada para o público infantojuvenil na cidade. Sobre e pendência, o Executivo disse que articula projeto de lei que transforma a praça em local para construção e assim seguir com a obra, de acordo com recomendação do MPE-MS. Porém, ainda não há prazo de conclusão estimado.

Sobre a calçada destruída, foi dito que ela será qualificada quando a construção for retomada. Na questão do lixo, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, a Sisep, encaminhará uma equipe para o serviço.

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