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25/09/2017 14:46

Para 82% dos leitores, Marun vai atuar em CPMI para defender Michel Temer

Membro da ‘tropa de choque’ do presidente, deputado de MS é relator de comissão que investiga JBS no Congresso

Um dos principais aliados do governo de Michel Temer (PMDB), o deputado federal Carlos Marun (PMDB/MS) não transmite credibilidade e isenção como relator da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) que vai apurar supostas irregularidades praticadas pelo grupo J&F, que controla o frigorífico JBS, junto a empréstimos do BNDES.

Isso é o que demonstra o resultado da enquete da semana proposta pelo TopMídiaNews, que questionou aos leitores sobre como o parlamentar deve desempenhar este papel no Congresso. Para 82% dos participantes, sua atuação vai ser para beneficiar Temer, já que Marun é tido como o principal membro da ‘tropa de choque’ do presidente.

Para 10% dos leitores, o deputado vai travar a investigação, enquanto 4% acreditam que ele vá ser isento e 3% acreditam que vai atuar em defesa da própria JBS.  

Marun é um dos principais aliados de Temer, defensor voraz do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ), e em sua campanha recebeu recursos de outros candidatos que foram financiados pela JBS. Ao portal Agência Brasil, o deputado negou que se sinta impedido para ser relator e que pautará o trabalho da comissão pela “busca da verdade”.

Ao jornal O Globo, Marun afirmou: "nós vamos investigar quem sempre nos investigou". "Vamos interrogar quem sempre nos interrogou. Esse é um paradigma que será quebrado. Medo desse embate que nós vamos ter. De dali a pouco ter que se posicionar em relação a um procurador. E também, em alguns, pode acontecer a vontade de que a JBS não seja investigada. São duas questões. E não há motivo para isso, porque quem vai prevalecer é a maioria. Quer dizer, essa saída é pirotécnica e, para mim, fruto do medo. Não renuncio de jeito nenhum. Esta CPI é uma CPI para corajosos", disse.

Em julho, o parlamentar de MS foi primariamente indicado como suplente da CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) com o objetivo de ajudar na defesa de Temer. Quando o Governo viu que estava sem os votos suficientes para barrar o pedido de investigação contra o presidente, Marun foi nomeado como um dos titulares da CCJ. Ainda, o deputado teve R$ 700 mil em emendas liberadas pelo Planalto naquele mês.

Na CPI, Marun terá de apresentar um parecer ao final da investigação que indicará se houve ou não indícios de corrupção, apontará responsabilidades e sugerirá medidas para resolver os problemas apurados. As comissões têm poder investigativo, mas não judicial.

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