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Educação

Candidatos propõem aumento para professores, climatização de salas e melhorias na merenda

Confira o que propõem os candidatos ao governo para a educação em Mato Grosso do Sul

02 setembro 2018 - 11h30Por Celso Bejarano

Candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul prometem para o setor da educação programas que, se postos logo em prática, agradariam alunos, professores e melhorariam o nível do ensino público.

No campo do compromisso, os políticos anunciaram, em seus planos de governo, registrados no TRE (Tribunal Regional Eleitoral), que vão melhorar salários dos servidores na educação, firmar parcerias com universidades, fortalecer a pré-escola, os centros de educação infantil, equipar as salas de aula com ar-condicionado ou climatizadores, investir mais na merenda escolar e afastar qualquer plano com ideia de privatizar o setor.

Veja o que dizem os candidatos:

Humberto Amaducci (PT)

O Partido dos Trabalhadores quer rejeitar a lei do Novo Ensino Médio, lei que, para o partido foi “imposta sem debate para fragilizar (ainda mais) a qualidade da educação pública em desacordo com o Plano Nacional de Educação". O PT de Amaducci promete também ampliar o número de matrículas na educação de tempo integral e fortalecer a educação infantil com Centro de Educação Infantil, pré-escola e ensino fundamental. 

Amaducci alega ainda que, se vencer a eleição, “apoiará também a viabilização de moradia estudantil, pelo menos em Dourados e em Campo Grande,  medidas que viabilizem restaurante universitário nas maiores unidades (unidades que possuem aulas em pelo menos dois turnos), medidas para viabilização dos programas de bolsas com objetivo de garantir a permanência dos alunos e das alunas na universidade,  fortalecimento das atividades de pesquisa desenvolvidas na Universidade Estadual de MS, que considere um modelo de desenvolvimento inclusivo e sustentável e ainda fortalecer as políticas que favorecem a diversidade ético-racial e de gênero”.

João Alfredo Danieze (PSOL)

Na cartilha do candidato ao governo pelo PSOL, é prometido para a educação o cumprimento da Constituição Estadual, que diz: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, ao seu preparo para o exercício da cidadania e à sua qualificação para o trabalho”.

João Alfredo promete “incremento significativo na educação, como prioridade, valorização do professor e servidores da Educação, dotar as salas de aula com aparelhos de ar-condicionado ou climatizadores e investimento na merenda escolar, fazer da educação um instrumento de redução das desigualdades sociais, com a implantação de Projetos Esportivos em regiões de risco social, integrando ações de esporte e lazer (intersetorial) e ainda criar centros esportivos como instrumento de inclusão social”.

Júnior Mochi (MDB)

O candidato Júnior Mochi pretende “modernizar a escola com professores e alunos capacitados para usar a tecnologia da informação". É desejo dele ainda, segundo seu programa para a educação, equipar com “internet de qualidade nas escolas, laboratórios virtuais e equipamentos modernos para alunos e professores”.

Além de aumentar o número de escolas com o ensino integral – aula o dia todo – e promover a autonomia e gestão compartilhada nas escolas, o programa do MDB para a educação é o de “valorizar os profissionais da educação com remuneração digna, manutenção e ampliação dos programas de transporte escolar, distribuição gratuita de material escolar e uniforme, fortalecer e ampliar com parcerias o ensino profissionalizante”.

Marcelo Bluma, do PV

Fortalecer a rede pública estadual como espaços abertos para a convivência e para o conhecimento e programar uma política de melhoria salarial para os trabalhadores da educação da rede estadual de modo a aumentar a atratividade para o setor e proporcionar condições para a melhoria da capacitação dos mesmos, elevando os níveis da qualidade da educação, são promessas de Bluma para a educação em MS.

É também intenção de Bluma, a de “aprimorar os programas e ações de qualificação dos trabalhadores da rede estadual de ensino, investindo na melhoria de sua escolaridade de modo a elevar a qualidade e o rendimento do seu trabalho e ampliar canais de diálogo com as entidades representativas dos trabalhadores da rede de ensino a fim de construir uma convivência harmoniosa entre a administração e os trabalhadores capaz de proporcionar inclusive, a construção de um consenso na escolha dos ocupantes dos cargos de direção a âmbito da secretaria de educação”.

Odilon de Oliveira (PDT)

Juiz federal aposentado, estreante na política, Odilon de Oliveira disse em seu plano de governo ter extensas tarefas a cumprir em nome da educação. “Serão efetivados todos os esforços para ampliar os investimentos em uma educação de qualidade, que represente a via de progresso de nossas crianças e nossa juventude”, é o que diz logo no início o programa de educação do pedetista.

Daí em diante, Odilon promete: um novo modelo de ensino em tempo integral, recuperação e expansão da rede física escolar, redução da evasão escolar, rede estadual de educação profissional (promover a educação profissionalizante para os alunos do ensino médio em direta aderência com as atividades do setor privado), criar um efetivo programa de educação do campo e também ampliar o programa de formação de mestres e doutores.

Reinaldo Azambuja (PSDB)

Candidato à reeleição tucano, Reinaldo Azambuja pretende “manter e ampliar as políticas de valorização dos profissionais da educação, ampliar os investimentos em melhoria das estruturas físicas das escolas estaduais e promover a modernização dos equipamentos escolares, tais como, bibliotecas, laboratórios, computadores com acesso à internet e adequação térmica das salas de aula e fortalecer o regime de colaboração entre estado e município, aperfeiçoando mecanismos de integração e articulação entre os sistemas educacionais”.

No programa do PSDB para a educação, é dito ainda que, se reeleito, Reinaldo vai “ampliar a oferta do vale-universidade e do vale-universidade indígena, ampliar a oferta da educação de tempo integral, ofertar programas de educação continuada para os profissionais da educação,  melhorar os indicadores educacionais em todas as regiões do Mato Grosso do Sul, alinhar a educação profissional às demandas de médio e longo prazos do setor produtivo e resgatar e estimular a participação dos jovens fora da escola no ensino médio e no ensino superior.