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sábado, 22 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Pedra garante permanência, mas tem futuro incerto com Alcides Bernal

18 novembro 2015 - 18h24Por Rodson Willyams

Embora o secretário Municipal de Governo, Paulo Pedra, do PDT, garanta que vai permanecer na prefeitura mesmo após ter o mandato como vereador cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral, o futuro do pedetista na administração pública municipal é mais do que incerto. A informação é da própria Prefeitura de Campo Grande, que aguarda parecer sobre o caso. No fim das contas, o destino do ainda secretário será decidido pelo prefeito Alcides Bernal, do PP.

Na manhã desta quarta-feira (18), a reportagem conversou com o parlamentar. Segundo ele 'assim que saiu a decisão' que o cassou, o prefeito Alcides Bernal ligou para tranquilizá-lo. "Eu devo permanecer, o prefeito deposita confiança em mim. Após a cassação do Bernal, nós ficamos amigos. Devido a essa amizade fui para a prefeitura. Naquela época nós chegávamos a nos ver de três a quatro vezes por semana. Ele não gosta de injustiça e agora vou recorrer".

Porém, a assessoria de imprensa do município informou que a prefeitura aguarda a notificação do Tribunal Superior Eleitoral para que a Procuradoria-Geral do Município possa dar um parecer e somente então, Bernal vai tomar uma decisão.  

Com isso, o destino do atual secretário da Segov é incerto.  A comunicação ainda afirmou que a prefeitura aguarda posição do prefeito, que nesta quarta está em Brasília (DF).   

Ficha Limpa

A decisão de permanecer no cargo, apoiada pelo prefeito, desrespeita a Lei da Ficha Limpa, que proíbe a nomeação para o cargo de pessoas em situações de inelegibilidade, como é o caso atual de Paulo Pedra.

De acordo com o decreto nº 12.675, de primeiro de Julho de 2015, publicado no Diário Oficial de Campo Grande, do dia 02 de julho de 2015, a Prefeitura de Campo Grande instituiu o regime Ficha Limpa como requisito para ingresso em cargo ou emprego público no âmbito da administração direta e indireta do município de Campo Grande. A exigência é prevista no inciso VI, do artigo 67, da Lei Orgânica do Município.

Além de Pedra, foram cassados  outros dois vereadores no mesmo processo: Delei Pinheiro (PSD) e Thaís Helena (PT).