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Política

PF prende 6º policial da PRF por envolvimento com máfia do cigarro

Somente no ano passado, esquema contrabandeou 1,2 mil carretas com a mercadoria

23 setembro 2018 - 15h50Por Celso Bejarano

Já somam seis o número de policiais da PRF (Polícia Rodoviária Federal) presos por participação em esquema de contrabando de cigarro, trama revelada na Nepsis, operação deflagrada pela Polícia Federal no sábado (21), em Mato Grosso do Sul. A investida contra os envolvidos ocorrera em cinco estados: além de MS, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Alagoas.

De acordo com a PF, o sexto detido, um policial rodoviário federal, foi preso em Campinas (SP), ontem, sábado (22) à tarde. Ele estava de folga. Os implicados no esquema facilitava o contrabando de cigarros, saídos do Paraguai. Eles têm sido conduzidos para MS, onde é conduzida a investigação.

De acordo com a assessoria da PF, participaram da operação Nepsis, a Polícia Rodoviária Federal, Receita Federal do Brasil e ainda contou com o apoio logístico do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira e também o acompanhamento das corregedorias das Polícias Civil e Militar.

Na ação ao menos 280  policiais federais de diversos estados foram destacados pela PF para o cumprimento de 35 mandados de prisão preventiva, 8 mandados de prisão temporária, 12 suspensões de Exercício de Atividade Policial e 43 mandados de busca e apreensão, nos cinco Estados. 

Entre os presos, além dos líderes e dos “gerentes” da Organização Criminosa, encontram-se policiais da PRF, da Polícia Militar e da Polícia Civil do Estado do Mato Grosso do Sul.
 
A organização criminosa investigada formou uma espécie de consórcio de grandes contrabandistas, com a criação de uma sofisticada rede de escoamento de cigarros contrabandeados do Paraguai pela fronteira do Mato Grosso do Sul. 

Essa rede estava estruturava em um sistema logístico de características empresariais, com a participação de centenas de pessoas exercendo funções de “gerentes”, batedores, olheiros e motoristas e, ainda, a corrupção de policiais cooptados para participar do estratagema criminoso.

Com base na investigação, estima-se que, em 2017, os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.