O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes que proibiu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Para o parlamentar sul-mato-grossense, a medida representa "perseguição política" e "intervenção nas eleições".
Em nota divulgada nesta terça-feira (14), Pollon afirmou que a decisão interfere no direito à ampla defesa, ao destacar que Flávio Bolsonaro integra a equipe de advogados responsável pela defesa do ex-presidente.
"Primeiro proibiram Bolsonaro de falar. Agora proíbem que um de seus próprios advogados o visitem", declarou o deputado.
Segundo Pollon, impedir a visita de um advogado ao cliente representa uma restrição ao exercício da advocacia e aos direitos constitucionais da defesa.
O deputado também comparou o caso à situação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período em que esteve preso, entre 2018 e 2019.
"Com Lula, houve visitas, entrevistas e articulações políticas durante a prisão. Com Bolsonaro, a regra é outra. Quando direitos fundamentais passam a depender de quem é o acusado, não estamos mais diante de Justiça, mas de perseguição política e intervenção nas eleições", afirmou.
A declaração foi feita após a decisão de Alexandre de Moraes estabelecer restrições de visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro durante o cumprimento da prisão domiciliar.







