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Política

PR está fora do blocão e PMDB dialoga apenas com PSB para vice, diz deputado

09 junho 2016 - 13h46Por Izabela Sanchez e Rodson Willyams

Pré-candidato pelo PMDB, o deputado estadual Márcio Fernandes afirmou que o PR abandonou o “blocão” e que o único partido que dialoga com o PMDB no momento, é o PSB.

“O partido não fechou uma escolha, o PR não faz parte do blocão, porque eles repensaram e decidiram seguir outro caminho. O único que sigo conversando é o PSB, que pode vir a compor como vice”, declarou.

Pré-candidata pelo PSDB, Rose Modesto também afirmou que a dialoga com a legenda. “Continuo conversando com os partidos, estou conversando com o PR, PSB e SD para poder formar uma coalização, ainda tenho o mês de junho pra pode definir o nome”, afirmou a vice-governadora.

Enfraquecido

O PMDB enfrenta dificuldades de aceitação política com diversos nomes da legenda, tanto em âmbito federal quanto estadual e municipal, envolvidos com esquemas de corrupção. Os envolvimentos resultaram na rejeição do partido em enquete feita pelo Top Mídia News, que perguntou ‘Após a Lama Asfáltica, você votaria no PMDB nestas eleições?’, e teve 60% dos leitores afirmando que ‘nunca’, ou seja, que não confiam ser representados por um político da sigla no poder.

O partido tenta "sobreviver" à crise do governo interino de Michel Temer (PMDB), que tem fortes críticas em relação ao impeachment e ao envolvimento de ministros com corrupção, caso do ministro demitido, Romero Jucá (PMDB), do Planejamento (dia 23), e Fabiano Silveira, da Transparência (dia 30). A “novela” que envolve a cassação do presidente da Câmara afastado Eduardo Cunha (PMDB), acusado de quebra de decoro parlamentar por ter mentido (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras sobre a origem de cerca de US$ 5 milhões envolvendo uma operação da estatal, também mancha o partido.

Cunha foi afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em acusação enviada pelo procurador-geral da república Rodrigo Janot, que afirma que o presidente afastado recebeu propina no valor de ao menos US$ 5 milhões para viabilizar a construção de dois navios-sondas da Petrobras, no período entre junho de 2006 e outubro de 2012.

Rodrigo Janot enviou ao STF, nesta semana,  pedido de prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros, de Romero Jucá, do ex-presidente da República José Sarney, e de Eduardo Cunha, todos do PMDB. Avaliado pelo ministro do Supremo Teori Zavascki, o pedido tem como justificativa a tentativa dos políticos de obstruir as investigações da Lava Jato. Janot se baseou nas gravações feitas pelo ex-presidente da Transpetro Sergio Machado em que os peemedebistas sugerem um plano para barrar a Operação Lava Jato.

Já o pedido de prisão de Cunha se deve à desobediência do deputado à Justiça. Zavascki pediu seu afastamento da Câmara em maio, mas, mesmo assim, Cunha continuou interferindo no comando da Casa. 

No panorama regional, as operações da polícia federal, Lama Asfáltica e Coffee Break, também enfraqueceram o partido, que já foi a maior legenda no estado. Maior nome do partido em Mato Grosso do Sul, André Puccinelli e mais 23 pessoas foram denunciadas pela Procuradoria-Geral de Justiça (PGJ) por associação criminosa em esquema  para cassar o prefeito Alcides Bernal (PP).

Na Lama Asfáltica, Puccinelli é chamado de “chefão” e “ex-chefão” em documentos da segunda fase da Operação, “Fazendas de Lama”, que mostram que mesmo fora do governo, André mantinha influência e contatos dentro do governo do estado.

O ex-governador também é citado como um dos beneficiários do propinoduto da Gráfica Alvorada, conforme relatório emitido pela Controladoria-Geral da União e despachado pela juíza federal Monique Marchiolli Leite.