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Política

Presidente da Caixa é acusado de abuso sexual; Pedro estará em MS na 5ª

Ao lado de Jair Bolsonaro, presidente do banco vem à Campo Grande para entrega de casas populares

28 junho 2022 - 18h20Por Vinicius Costa

Pedro Duarte Guimarães, de 51 anos, atual presidente da Caixa Econômica Federal, está sendo acusado de assédio sexual contra funcionárias do próprio banco. Ele, inclusive, tem agenda marcada para está quinta-feira (30) em Campo Grande ao lado do presidente Jair Bolsonaro para entrega de casas populares.

Ele é um dos integrantes mais próximos do presidente da República. Pedro está à frente da Caixa desde que Bolsonaro tomou posse no Palácio do Planalto e sempre esteve em transmissões ao vivo para a divulgação do auxílio emergencial, benefício pago durante a pandemia.

A informação sobre a acusação contra o presidente do banco foi divulgada nesta terça-feira (28) pelo site Metrópoles, que conversou com algumas vítimas assediadas por Pedro.

De acordo com o site, possíveis denúncias de assédio sexual já eram de conhecimentos dentro da Caixa, mas os relatos também envolviam ações questionáveis sobre sessões de coaching impostas aos empregados. No entanto, ainda tudo seria superficial e não há provas que possam colocar seu cargo em xeque.

As denúncias começaram a aparecer no final do ano passado quando um grupo de funcionárias decidiu romper o silêncio e denunciar as situações que vivenciaram. O Metrópoles ouviu os relatos de algumas vítimas do assédio e todas trabalham ou trabalharam em equipes que serviam o gabinete do presidente da Caixa.

Pelo menos cinco mulheres decidiram abrir o jogo e relatar o que havia acontecido e pediram para que as identidades não fossem divulgadas. Elas dizem que se sentiram abusadas por Pedro Guimarães em diferentes ocasiões, sempre durante compromissos de trabalho.

As mulheres relatam toques íntimos não autorizados, abordagens inadequadas e convites heterodoxos, incompatíveis com o que deveria ser o normal na relação entre o presidente do maior banco público brasileiro e funcionárias sob seu comando.

A investigação, sob sigilo, está sendo conduzida pelo Ministério Público Federal. Algumas mulheres envolvidas no episódio de assédio já prestaram declarações oficialmente aos procuradores, enquanto outras estarão sendo convidadas a prestar depoimento.

Veja os depoimentos em vídeos no Metrópoles:

Veja a parte 2 da denúncia: