A prefeita Adriane Lopes (PP) está atuando de forma direta contra a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Saúde na Câmara Municipal de Campo Grande. Ela, inclusive, escalou o secretário de Governo e braço-direito do marido e deputado estadual Lídio Lopes (PP), Ulisses Rocha, para evitar que vereadores assinem a criação da pauta-bomba na Casa de Leis.
A criação da CPI é encabeçada pelo vereador Jean Ferreira (PT) e tem como objetivo principal investigar o uso de recursos públicos destinados à Saúde em Campo Grande, além da falta crônica de remédios, filas astronômicas, mortes por falta de atendimento e a questão dos R$ 156 milhões usados de forma irregular do Fundo Municipal do setor.
O parlamentar afirmou que há indícios de má gestão e irregularidades no setor. Segundo Jean, entre os pontos que devem ser alvo da investigação estão 12 ambulâncias enviadas pelo governo federal, que estariam paradas, além de contratos supostamente mantidos artificialmente com empresas privadas de transporte de pacientes.
A possível criação da CPI, ainda mais no fim de ano, caiu como pauta-bomba no Paço Municipal, pelo que apurou o TopMídiaNews. A prefeita Adriane Lopes ligou pessoalmente para a base aliada e acionou o secretário de confiança, Ulisses Rocha.
Ulisses, ademais, teve contato com o próprio Jean, para tentar estancar a sangria. Até o momento, a CPI não teve o número mínimo de assinaturas para ser aberta, por influência da base aliada da prefeita. Enquanto isso, a população campo-grandense segue sofrendo nos postos de saúde e UPAs da cidade.
O próprio poder Executivo reconhece os problemas: em audiência na Câmara Municipal, o Conselho Gestor de Saúde criado por Adriane Lopes afirmou que só conseguirá ter medicamento nos postos de saúde em março do próximo ano, ou seja, daqui a quatro meses.







