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Política

Procurador que já chefiou MPF em MS diz que escolha de Bolsonaro foi política

Para Blal Dalloul, presidente deu “caixa-preta” ao definir por subprocurador fora da lísta tríplice

05 setembro 2019 - 19h13Por Celso Bejarano, de Brasília

Blal Dalloul, procurador regional do MPF (Ministério Público Federal), que já atuou na instituição, em Campo Grande (MS), nada gostou da indicação do subprocurador-geral Augusto Aras como procurador-geral da República, cargo válido por dois anos. Aras assume o lugar da procuradora-geral Raquel Dodge. Desde 2002, era prática dos presidentes da República em nomear os mais votados pela categoria. Jair Bolsonaro (PSL) quebrou a sequência ao nomear o subprocurador que não era parte da liste tríplice.

À revista Época, Blaul, um dos três candidatos mais votados pelos procuradores do MPF, para integrar a lista tríplice de candidatos a PGR, disse que, ao escolher o subprocurador-geral para o cargo, o presidente deu a todos uma "caixa-preta" de presente.

Segundo ele, afirmou a revista, já era provável que a escolha se desse fora da lista tríplice, ainda que o Ministério Público Federal fizesse campanha para o contrário. "O problema é que nós não conhecemos o doutor Augusto Aras como PGR. Temos uma instituição em que os indicados para esse cargo têm um caminho construído, tijolo a tijolo. Ele não se apresentou internamente, se apresentou externamente para os políticos."

Para ele, segue a Época, a indicação é claramente política. "Nós esperávamos que ficássemos tristes apenas por ser alguém fora da lista, mas que fosse alguém pelo menos mais dentro da realidade do MPF", diz. "O doutor Augusto Aras é uma caixa-preta, e uma caixa-preta para o MPF é um retrocesso."

A indicação de Aras agora será  enviada ao Senado para que ele seja sabatinado, e a instituição aprove sua nomeação. A sabatina ocorre na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), durante a qual os candidatos são questionados sobre suas posições jurídicas. O nome precisa ser aprovado tanto na CCJ como no plenário do Senado — até hoje nunca houve uma rejeição de nome indicado pelo presidente da República.