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Política

há 57 minutos

Professora diz ter sido agredida por bolsonaristas durante manifestação Campo Grande (vídeo)

Pamela Kariny, de 30 anos, também teria sido alvo de ofensas racistas depois de ser empurrada, derrubada e arrastada durante bandeiraço

Uma professora de 30 anos denunciou ter sido agredida fisicamente e alvo de ofensas racistas durante uma manifestação política na tarde de terça-feira (20), no cruzamento das avenidas Mato Grosso e Ceará, em Campo Grande. Pamela Kariny Peteres Soares Lima participava de um bandeiraço em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quando, segundo o relato dela e do marido, foi atacada por pessoas que estavam no local.

O ato começou por volta das 16h e reuniu apoiadores de Lula e do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Inicialmente, os grupos se manifestavam em lados diferentes da avenida, com bandeiras, adesivos e músicas.

Pamela chegou ao local de patinete e recebeu uma bandeira de Lula de um dos participantes. Em seguida, passou a circular entre os veículos durante o fechamento do semáforo.

Por volta das 17h30, parte dos apoiadores de Lula começou a deixar o local. Pamela permaneceu na região à espera do marido, Wellington, e decidiu fazer mais uma volta com a bandeira.

Segundo o relato da professora, uma mulher saiu da região do canteiro central, onde estavam apoiadores do PL, e a empurrou com força. Pamela conseguiu se equilibrar e continuou com a bandeira. Logo depois, outras pessoas teriam se aproximado por trás e iniciado novas agressões.

A professora caiu no asfalto e afirma que continuou sendo golpeada. Ela tentou proteger a cabeça com os braços e, após a queda, sentiu fortes dores, com suspeita de ter batido a cabeça no chão. Ainda segundo a denúncia, ela foi arrastada pelos braços até o canteiro lateral.

Wellington estava do outro lado da avenida e, ao atravessar a rua, viu a esposa caída e cercada por pessoas. Ele correu para ajudá-la.

Depois de se levantar, Pamela afirma que um homem tentou retirá-la do local à força, segurando-a pelos braços. Ela pediu que ele a soltasse e disse que estava sendo machucada. O casal também relata dificuldades para recuperar a bandeira e os óculos da professora.

Casal relata ofensas racistas

Enquanto aguardavam a chegada da Polícia Militar, Pamela e Wellington afirmam que foram insultados por pessoas que estavam no local. Entre as expressões relatadas estão “preto”, “preta”, “burro” e “petista”, além de palavrões.

Por temer novas agressões, o casal permaneceu afastado dos manifestantes até a chegada dos policiais. Depois de ouvir o relato, os agentes orientaram os dois a procurar a Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro para registrar a ocorrência.

Pamela e Wellington foram até a Depac Centro, mas encontraram a unidade lotada. Segundo o casal, a professora estava muito abalada e nervosa e não conseguiu concluir o registro naquele momento.

Até o momento, não há informações sobre a identificação dos suspeitos nem confirmação de que o boletim de ocorrência tenha sido formalizado. Também não foram apresentadas, nas informações fornecidas, manifestações dos citados sobre as acusações.

 

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