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Política

Proposta de nova área para aterro sanitário na saída de Três Lagoas já preocupa vereadores

A área escolhida pela Solurb possui nascentes; aterro pode permanecer por 40 anos no local

30 junho 2020 - 11h30Por Rayani Santa Cruz

Na sessão desta terça-feira (30), vereadores de Campo Grande criticaram a área escolhida pela Solurb para ser o novo aterro sanitário da cidade. André Salineiro (Avante) levantou a discussão desde a semana passada, e já fez reuniões com moradores da região.

Ele está preocupado com a preservação do meio ambiente porque na região existem nascentes do Lageado e Guariroba. Além disso, a previsão de uso é de 40 anos. “A Solurb quer implantar um Lixão próximo às Áreas de Proteção Ambiental do Lajeado e Guariroba, onde estão as duas maiores captações de água de Campo Grande. Sou contra a escolha deste local na saída para Três Lagoas e acredito que, antes de tudo, temos que discutir junto à população para que seja definida uma área mais adequada, que não prejudique o meio ambiente”.

Para Eduardo Romero (Rede) é importante destacar que o termo “lixão” não é termo correto e que o aterro sanitário atual está saturado, com a necessidade de outro local. Ele afirma que nada está decidido e que a Solurb fez a entrega de documentos para ser analisado pela Secretaria de Meio Ambiente. 

“Tem o estudo de três áreas, e a área identificada pela empresa foi essa. A empresa entrou com relatório na Semadur e vai apresentar estudos de impactos ambientais, e realizar audiências públicas. Ainda não há uma decisão. O que há é um pedido da empresa, mas ainda não está definido nenhum local”, explicou.

Valdir Gomes (PSD) é completamente contra. “Ali não é lugar pra esse tipo de situação. A Solurb não pode fazer isso. A gente vai a luta. Já estou antecipando que a população está contra e não vai aceitar. A gente não vai deixar acontecer esse absurdo”, disse Valdir.

Ao final da sessão, Romero se pronunciou como presidente da Comissão de Meio Ambiente, e disse que o empreendimento pode gerar transtorno ambiental por mais que tenha tecnologia o suficiente para tratamento do aterro. “Diante da necessidade, a Comissão realizará uma visita ao local proposto, para analisar documentos e conhecer in loco”.

 

 

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