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PMCG - Prestação de contas

Sobrinho de Marquinhos, Otávio Trad não quer ser visto como ‘privilegiado’

Vereador destaca trajetória política própria, com projetos aprovados e novas ideias

10 NOV 2016
Amanda Amaral
09h30min
Foto: Geovanni Gomes

Eleito pela segunda vez consecutiva, com 2.384 votos e garantindo o 27º lugar entre os 29 vereadores que ocupam cadeiras na Câmara Municipal de Campo Grande a partir de 2017, Otávio Trad (PTB) avalia o período de eleições como ‘atípico e difícil’, mas aparenta tranquilidade de quem tem mais do que a própria vitória para comemorar. Sobrinho de Marquinhos Trad (PSD), que toma posse como prefeito da Capital em janeiro, Otávio não nega relação especial que deve influenciar positivamente em seu mandato, mas nega que isso seja um privilégio.

“Posso contribuir muito nessa relação, não só pelo fato de ser parente, afinal eu já estou na política há três anos e onze meses. Independente disso já tenho minha trajetória sendo escrita por mim mesmo. Lógico que isso não pode ser ignorado, nós não temos que ser hipócritas, mas eu vejo isso com bons olhos”, diz Trad.

O parlamentar, contudo, ressalta que acredita em uma abertura de diálogo entre o Legislativo e o Executivo, diferente dos anos conturbados da administração de Alcides Bernal (PP) e Gilmar Olarte. “Essa semana já tivemos uma iniciativa do prefeito eleito e da vice para o caminho da harmonia. Mesmo diante de uma eleição complicada, agressiva e de calúnia, o prefeito eleito procurou o governador e os vereadores. Esses últimos quatro anos o diálogo foi quase que inexistente. [...] O atual prefeito não teve a condição de analisar a importância dos vereadores no processo politico e acabou dando no que deu”, analisou.

O período conturbado na política municipal esteve diretamente ligado com os desdobramentos da Operação Coffee Break, deflagrada em 2015 e recentemente estendida por mais seis meses pelo Ministério Público Estadual. O vereador é um dos denunciados à Justiça no relatório, que o apontou como um dos membros da Casa de Leis responsáveis por suposto esquema para cassar Bernal, em 2014. Trad vê a retomada da investigação com tranquilidade.

“Vejo [a investigação] com toda a transparência possível, com total consciência de minhas atitudes. Sei os motivos pelos quais votei pela cassação, não tive nenhuma vantagem, não assumi nenhuma secretaria. Não vejo isso como crime, pois faz parte da construção política. Meu celular foi investigado, não teve mensagem duvidosa, nem fala gravada, como de outros vereadores e pessoas citadas. Nesse sentido, tenho que estar absolutamente tranquilo e acreditar na idoneidade da Justiça, afinal de contas sou advogado, e um advogado que não acredita na Justiça tem que procurar outra coisa pra fazer”, comenta.

Campanha

Atípica e com dificuldade de chegar até o eleitor é como Otávio avalia a campanha em 2016, o que atribui à falta de confiança da população na política, ponto em que pretende focar nesse segundo mandato. Contudo, analisa o ponto positivo de uma reeleição como a possibilidade de dar continuidade aos projetos que já vinham sendo desenvolvidos, entre eles os da área da segurança pública, relembrando ter sido presidente da comissão e ajudado a implantar o videomonitoramento e o armamento da guarda, além de estar à frente da regulamentação dos food trucks e projetos culturais.

Planos

Membro da equipe de transição da Prefeitura, Trad salienta que alguns pontos serão prioridade do primeiro mês do próximo ano. “Fui escolhido pelos vereadores para participar dessa transição e vejo como desafio restabelecer a ordem e as situações essenciais. Pequenas situações do dia a dia, já a partir de janeiro, devem ser resolvidas, por exemplo, colocar merenda nas escolas e Ceinfs (Centros de Educação Infantil), com uniforme já no início do ano, finalizar obras que estão paralisadas, reorganizar projetos com verba estadual e federal para não perder os recursos, tapar buracos”, lista. 

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