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Política

há 57 minutos

'Santa Casa esconde destino do dinheiro', dispara advogado que enquadrou hospital (vídeo)

Profissional apresentou ações judiciais para instituição abrir as contas

Oswaldo Meza, advogado que começou processos judiciais contra a Santa Casa de Campo Grande afirmou, nesta sexta-feira (11), que a atual gestão esconde destino dos recursos públicos. Hospital é alvo da Operação Antidotum.

O profissional esteve no hospital durante investida do Gaeco, que mira desvios de até R$ 4,9 milhões em serviços não prestados pelo hospital e pagos a pessoas ligadas à instituição. 
Segundo Meza, enquanto ‘’esconde’’ os montantes recebidos, o hospital cada vez pede mais. Foi por esse motivo, diz Oswaldo, que ele apresentou processos contra a Santa Casa. 

Operação 

Ao todo, são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

O contrato investigado previa o pagamento de R$ 1,8 milhão por ano para a digitalização dos prontuários da Santa Casa. Com duração de três anos, o acordo poderia chegar a R$ 5,4 milhões.

Conforme o MPMS, no primeiro ano de execução foram identificados pagamentos elevados sem que os serviços contratados fossem efetivamente prestados. O prejuízo estimado nessa frente da investigação chega a R$ 1,4 milhão.

As apurações também avançaram sobre contratos firmados pela Operadora Santa Casa Saúde, empresa controlada pela Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande, com outras empresas do mesmo grupo econômico.

Segundo o Ministério Público, essas empresas tinham como proprietário uma pessoa ligada à diretoria da Santa Casa e estavam registradas no mesmo endereço, que, na prática, estaria desocupado.

Somente em 2025, aproximadamente R$ 9,6 milhões foram pagos pela operadora a essas empresas, segundo a investigação. O MPMS aponta que os contratos teriam provocado um prejuízo de pelo menos R$ 3,5 milhões.

Os dois casos já identificados somam mais de R$ 4,9 milhões em prejuízos à Santa Casa. O valor, porém, ainda pode aumentar, já que a investigação continua.

O MPMS também afirma que contratos, pagamentos e prestações de contas eram sistematicamente omitidos de órgãos de controle, incluindo o Conselho Fiscal da Santa Casa e a Controladoria-Geral do Estado.

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