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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Sem relatório do Gaeco, Comissão de Ética deve arquivar investigações

17 dezembro 2015 - 13h00Por Rodson Willyams e Dany Nascimento

O presidente do Comissão de Ética da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Marcos Alex, do PT, disse durante a sessão ordinária desta quinta-feira (17), que a investigação da comissão que apura a quebra de decoro parlamentar contra nove vereadores pode ficar comprometida.

Segundo ele, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) não encaminhou o relatório final sobre a investigação e, por conta disso, o processo pode ser arquivado, devido a insuficiência de provas. Assim, os vereadores podem ser beneficiados e absolvidos.

O petista explica que o Gaeco havia encaminhado apenas os relatórios dos depoimento concedido na sede do órgão, mas outros documentos ficaram de fora. "Ele não mandou, por exemplo, os extratos bancários e nem relatório final da investigação. Se o Gaeco enviar os documentos o relatório será um, se enviar não enviar, o relatório será outro".

E ao que tudo indica, conforme o presidente, a tendência é arquivar. "Mas vamos discutir tudo isso e esperar que mande essas informações", comentou.

Investigados

Até o momento, nove parlamentares estão na mira do processo aberto pela Comissão de Ética. Na lista estão o ex-presidente da Câmara Municipal, vereador Mario Cesar; Paulo Siufi e Edil Albuquerque, todos do PMDB; Airton Saraiva, do DEM; Wladecy Batista Nunes e Edson Shimabukuro, ambos do PTB; Carlos Augusto Borges, o Carlão, do PSB; Jamal Salem, do PR; Gilmar da Cruz, do PRB. 

Entretanto, no relatório final, o número de vereadores pode saltar para 13. Os parlamentares Flávio César, Otávio Trad, ambos do PT do B, Eduardo Romero, do Rede, o atual presidente da Câmara Municipal João Rocha, do PSDB, que podem ser indiciados por corrupção ativa.

Ao ser questionado se outros nomes poderiam se enquadrados na mesma situação dos nove já investigados, o presidente disse, que vai depender do envio de documentos e a Câmara ser notificada. Somente assim, os demais possam passar pelo mesmo processo que os demais vereadores.

O vereador Ayrton Araújo, do PT, que é o relator da Comissão de Ética, disse que 80% do relatório está concluído, mas que ainda espera os documentos do Gaeco para que ele seja concluído. 

A reportagem entrou em contato com a assessoria do Gaeco, que informou que até o momento nenhum documento foi repassado, justamente, porque nada foi solicitado ao órgão. Além disso, os novos pedidos devem ser reencaminhados diretamente para o gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça, para o procurador Humberto Brittes, que detém o relatório final da investigação.