Conhecida por atuar em causas milionárias, como a defesa do presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) onde recebeu R$ 10 milhões, a advogada e ex-ministra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Maria Cláudia Bucchianeri Pinheiro, foi contratada para defender a prefeita de Campo Grande Adriane Lopes (PP).
Tremendo na base com a possível cassação, Adriane resolveu investir em um elenco de peso em sua defesa. A prefeita e a vice Camila Nascimento contam com uma lista de oito advogados, sendo quatro de Mato Grosso do Sul e os outros da cidade do Distrito Federal.
Lopes e a vice estão sendo acusadas de comprar votos durante as eleições de 2024. Elas passaram por dois julgamentos no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), onde os juízes optaram por não aceitar o pedido, encaminhando a pauta para o TSE.
Por 5 votos a 2, foi decidido que os recursos do PDT e do Democracia Cristã que mostravam a Justiça embargos de declaração, alegando omissão ou contradição no processo eram inválidos. As legendas disseram ser ''impossível a prefeita não ter dado ordem ou, ao menos, ciência que o voto seria comprado após depósitos feitos por PIX''.
Em agosto, o Ministério Público Eleitoral deixou de se manifestar por se tratar de embargos. No entanto, o Procurador Eleitoral, Luiz Gustavo Mantovani fez questão de reforçar que o vínculo afetivo ou proximidade das envolvidas no esquema de compra de votos com Adriane Lopes e Camilla Nascimento já caracteriza abuso de poder econômico, com anulação da chapa.
Porém, o entendimento do MP Eleitoral foi diferente dos demais julgadores, que seguiram o voto do relator, inclusive o presidente da Corte, desembargador Sérgio Luiz Fernandes.







