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Política

Odilon comemora abandono de Simone e queda do MDB: 'só traz vantagens'

Candidato acredita que decisão da senadora enfraquece MDB e transfere eleitorado ao PDT

13 agosto 2018 - 17h00Por Amanda Amaral

Simbolicamente oficializado na disputa pelo cargo de governador de Mato Grosso do Sul, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira (PDT) avalia ter ganhado vantagem ‘de última hora’ nas eleições de 2018. O motivo é a saída de Simone Tebet (MDB) da concorrência, anunciada na noite de domingo (12).

“Para nós não traz nenhum prejuízo, traz vantagens. Acreditamos, com uma grande margem de segurança, que a maior parte do eleitorado apoiará o nosso projeto”, aposta Odilon, após ato simbólico de assinatura de seu registro de candidatura e do vice, bispo Marcos Vitor, em Campo Grande, na tarde desta segunda-feira (13). 

A senadora, até então anunciada como substituta de André Puccinelli na disputa, alegou motivos pessoais em sua decisão, em razão da família. No comunicado, indicou para o seu lugar o seu vice, o procurador de Justiça afastado Sérgio Harfouche (PSC).

O candidato do PDT não opinou sobre as justificativas da parlamentar, nem apostou sobre quem deve ocupar o posto, mas diz que desistência nunca passou por sua cabeça. “Nunca pensei em recuar na minha vida e considero que esta fase agora, esse ingresso na política é um período bastante ameno. Seria o mais alto grau de covardia, nem nos momentos em que a minha vida e de minha família estava em jogo”.

Negociações

O ato de entrega do protocolo do registro da candidatura da coligação de Odilon, que ocorreria hoje a partir das 14 horas, foi adiado para a próxima quarta-feira (15) em horário a ser comunicado. Digitalmente, o registro já foi feito junto ao Tribunal Regional Eleitoral. 

“O adiamento se fez necessário em razão de negociações com outros partidos políticos que devem apoiar o candidato do PDT, com a decisão da desistência da candidatura da senadora Simome Tebet”, justificou o partido, em comunicado oficial.

Azambuja

Sobre seu maior concorrente, o candidato à reeleição Reinaldo Azambuja (PSDB), Oliveira prevê realizar campanha sem rivalidade. “Da minha parte não vai ter ringue, vai ter manifestação de desejo de conciliação. O Brasil e os partidos têm que dar as mãos, sem radicalismo, a sociedade não quer isso, que não constrói nada. Não terá nenhuma ofensa de minha parte contra os opositores”, afirma.