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Política

STF fez cortesia a PT e Dilma 'antes do fuzilamento', dispara Marun

06 maio 2016 - 09h22Por Airton Raes

O deputado federal Carlos Marun (PMDB) declarou que o STF (Supremo Tribunal Federal) fez uma 'cortesia' para o PT ao afastar do exercício do mandato o presidente da Câmara de Deputados, Eduardo Cunha (PMDB). "Penso que o STF fez uma cortesia ao PT. Afastou Cunha antes de a Dilma ser afastada. Talvez tenha atendido o último pedido de Dilma antes do fuzilamento”, afirmou o parlamentar.

Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmaram, em sessão realizada na tarde desta quinta-feira, decisão de afastar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da Câmara. Pela manhã, o ministro Teori Zavascki já havia determinado a suspensão do mandato de Cunha e seu afastamento da presidência da Casa, acatando pedido liminar do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

Marun era protagonista na batalha para manter o carioca no poder, ele chegou a pressionar o vice-presidente Michel Temer (PMDB), o ameaçando de impeachment em um eventual governo, caso não interceda em favor de seu aliado na Casa de Leis.

Enquanto fiel escudeiro do peemedebista do Rio de Janeiro, o sul-mato-grossense Marun pressiona para amenizar as investigações sobre a existência de contas na suíça em nome de Eduardo Cunha de dentro da comissão de ética.

“Defendo o julgamento na Câmara pela questão política da Comissão pelo depoimento que ele prestou à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras. E no Supremo, o julgamento das outras ações. Se a Procuradoria-Geral da República provar tudo isso que diz contra ele, obviamente terá uma condenação dura no Supremo”, afirma.

Desde o inicio da instauração da comissão de ética, Marun tem sido um dos principais defensores de Cunha. “Carlos Marun, do PMDB do Mato Grosso do Sul, está no primeiro mandato. Defensor vigoroso do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, já fala grosso como linha de frente da oposição mais empedernida”, destaca reportagem do jornal 'O Estado de S. Paulo'. O parlamentar apresentou documento que levou a Comissão de Ética refazer a votação do relatório sobre Eduardo Cunha.  

Teve momentos em que Marun foi voz solitária em sua defesa. "Vazamentos seletivos querem levar o presidente desta Casa a uma execração pública e ele não merece isso. Se tem vazamento para um, tem que ter para outros. Aí não é vazamento, é divulgação e nós sabemos que tem muita gente sendo deixada para depois", afirmou Marun, durante reunião da CPI da Petrobras.

Carlos Marun foi nomeado a comissão de ética, após organizar a festa de aniversário de Eduardo Cunha. O empenho de Marun foi notado pelos colegas, que sugeriram que ele fosse indicado a ministro “dos Grandes Eventos”. A festa em um restaurante foi paga com “vaquinha”, mas o organizador teve que pagar diferença de R$ 800.