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Política

há 1 mês

Tabosa chama servidores de 'idiotas' e categoria reage em Campo Grande (vídeo)

Os trabalhadores fizeram uma carta aberta para a prefeita Adriane Lopes (PP)

Declarações do presidente do Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande (IMPCG), Marcos Tabosa, provocaram forte reação entre servidores administrativos da educação e levaram à divulgação de uma carta aberta endereçada à prefeita Adriane Lopes (PP).

O motivo são falas consideradas ofensivas e intimidatórias durante um áudio que circula entre servidores, no contexto da negociação do Bolsa de Alimentação. No áudio, Tabosa critica parte da própria categoria e usa termos pejorativos, como 'tansos' ou 'idiotas' na linguagem coloquial, para se referir aos trabalhadores que questionaram o acordo firmado com o sindicato e a Prefeitura.

"Esses tansos que estão liderando a categoria agora, foi lá e mudaram tudo. Por que mudaram se foi feito um acordo? Porque eles não são bobos, eles são a maioria. E eles estão prejudicando vocês. Categoria dividida não prospera", afirma o presidente do IMPCG.

Segundo ele, as mudanças no acordo teriam sido provocadas por servidores que, mesmo após deliberação em assembleia, passaram a questionar o conteúdo da negociação. "Tudo que eles mexeram, não foi nada que eles fizeram, foi tudo que o sindicato fez. Na verdade, foram atrapalhar os avanços do sindicato aprovados em assembleia. A própria categoria foi atrapalhar. Esse que é o mais triste ainda", diz.

No mesmo áudio, Marcos Tabosa relata que a prefeitura estaria sendo pressionada por servidores que discordaram do formato do acordo, o que, segundo ele, teria dificultado a finalização do benefício.

"Nós tomamos uma dificuldade para fechar essa questão do Bolsa de Alimentação. É impressionante. Por quê? Porque tem um monte de gente que manda e-mail, que liga, que liga para vereador, vereador liga para lá", afirma. Ele ainda acusa os servidores de negarem publicamente essas articulações.

Carta aberta denuncia ofensas

As declarações motivaram a publicação de uma carta aberta dos servidores administrativos da educação, que consideraram a fala ofensiva e incompatível com a função pública.

No documento, os trabalhadores afirmam que ficaram "perplexos e indignados" com o uso do termo "tansos" para se referir à categoria. "Trata-se de uma expressão ofensiva, incompatível com o decoro esperado de um gestor público e que fere frontalmente a dignidade de profissionais que sustentam, com seu trabalho cotidiano, o funcionamento da educação municipal", diz a carta.

Os servidores também apontam que as falas podem estimular perseguições no ambiente de trabalho.

"As insinuações de que outros servidores deveriam 'cobrar' aqueles que não concordam com a sua postura podem ser interpretadas como estímulo à intimidação, ao constrangimento e à perseguição no ambiente de trabalho", alerta o texto.

Ainda na carta aberta, os servidores cobram um posicionamento direto da prefeita Adriane Lopes sobre o comportamento do presidente do IMPCG. "A administração municipal compactua com esse tipo de linguagem e de comportamento? Esse é o padrão de relação institucional que a Prefeitura de Campo Grande considera aceitável no trato com seus servidores?", questiona o documento.

Ao final, os trabalhadores pedem providências e defendem que a gestão pública deve se pautar pelo diálogo, respeito e valorização dos servidores.

"Os servidores públicos não são adversários a serem silenciados, nem subordinados a serem desqualificados moralmente", conclui a carta.

Para a reportagem, um servidor que pediu para não ser identificado por medo de represálias, detalhou que a situação dos trabalhadores piorou depois que Tabosa assumiu IMPCG.

"Ele se diz presidente licenciado do sindicato, o qual está na cara que o presidente interino não passa de um fantoche na mão dele. Ele está como presidente do IMPCG, mas não para de atuar como presidente do sindicato tentando criar taxação em cima dos servidores. Algo que tecnicamente não somos contra, desde que haja valorização real dos servidores do administrativo da educação, mas não estamos vendo isso", detalhou.

A reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande e o IMPCG para falar a respeito do assunto, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.

 

 

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