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Temer diz que situação do Rio é ‘seríssima’ e que segurança preocupa

Governador procura Temer para reclamar de novo arresto da União em contas do estado

11 NOV 2016
O Globo
08h10min
Foto: André Coelho

O presidente Michel Temer reconheceu nesta quinta-feira que a situação do Rio é “seríssima” e que o ministro da Defesa, Raul Jungmann, está “preocupadíssimo” com a questão da segurança no estado. Durante reunião do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia, Temer fez uma defesa do ajuste fiscal que o governo federal pretende levar a cabo — com o teto dos gastos e a reforma da Previdência — e disse que não dá para gastar mais do que arrecada. Em seu discurso, o presidente voltou a dizer que herdou um governo em crise econômica. E reafirmou que não se importa de ser impopular, desde que consiga botar o Brasil “nos trilhos”.

 — Se nós formos na trilha que vínhamos percorrendo ou se nada fizermos, as projeções dizem que em 2024 o déficit alcançaria 100% do PIB, portanto seríamos um estado falido. Estamos agora com problemas seríssimos nos estados brasileiros, particularmente no Rio de Janeiro. Vocês têm acompanhado o ministro da Defesa preocupadíssimo aqui em como resolver as questões de segurança do Estado do Rio — disse o presidente.

O governador Luiz Fernando Pezão passou o início da semana em Brasília em reuniões negociando a liberação de recursos para o estado. Ele esteve com o presidente Temer, que argumentou que não poderia ajudar apenas o Rio já que outros estados também enfrentam problemas de caixa. Já o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, disse a Pezão que, se a União apresentar um projeto de socorro aos estado, levará a proposta à votação em 24 horas.

Um alento virá do Ministério da Integração Nacional, que vai liberar R$ 9,3 milhões para projetos de prevenção de desastres causados pela chuvas. O ministro Helder Barbalho virá hoje ao Rio para acertar os detalhes como Pezão. Uma equipe do ministério foi à Região Serrana e identificou que o sistema de alerta sonoro para deslizamentos não está funcionando há pelo menos cinco anos. Helder disse ao GLOBO que o dinheiro é carimbado e só poderá ser usado para essa finalidade. Segundo ele, a área jurídica da pasta está trabalhando para que o bloqueio nas contas do estado não atrapalhe o repasse da União para o cofre do Rio.

   

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