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Política

há 55 minutos

Compra de combustível para usina de asfalto em Campo Grande fracassa sem ofertas

Pregão previa aquisição de óleo diesel S500 e S10 para manter operação da estrutura; vereador Maicon Nogueira já apontou falta de matéria-prima e ausência de balança para pesagem da produção

A licitação para compra de óleo diesel destinado à usina de asfalto administrada pelo Central-MS (Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável da Região Central de Mato Grosso do Sul) terminou sem empresas interessadas. O combustível seria utilizado para manter o funcionamento contínuo da estrutura, que já foi alvo de questionamentos sobre a capacidade de produção e a falta de equipamentos.

O aviso de licitação deserta foi publicado pelo consórcio nesta quinta-feira (29). O Pregão Eletrônico 9/2026 previa o registro de preços para a aquisição parcelada de óleo diesel S500 e S10. Segundo o documento, nenhuma empresa apresentou proposta para participar do certame.

Com o resultado, o consórcio informou que a licitação será reagendada e divulgada novamente nos mesmos canais utilizados anteriormente. O aviso não detalha se há estoque de combustível suficiente para manter a operação da usina até a realização de uma nova disputa.

A situação ocorre após o vereador Maicon Nogueira (PP) denunciar problemas na estrutura durante uma visita ao local. Segundo o parlamentar, a usina não possui balança própria para pesar a massa asfáltica produzida. Na ocasião, um funcionário explicou que a matéria-prima chega pesada pelo fornecedor.

O vereador questionou como a unidade poderia conferir se a quantidade entregue corresponde ao volume informado pela empresa fornecedora. Ele também afirmou que a usina estaria produzindo cerca de 10% de sua capacidade diária por falta de matéria-prima em estoque.

Durante a visita, Maicon ainda apontou problemas com equipamentos e defendeu que a fiscalização acompanhe todas as etapas do serviço, desde a compra dos insumos até a aplicação do asfalto nas ruas.

A estrutura e os serviços de pavimentação em Campo Grande estão na mira da CPI do Tapa-Buracos, na Câmara Municipal. O vereador citou um contrato de R$ 46 milhões relacionado aos serviços e afirmou que a comissão deverá apurar as condições de funcionamento da usina.

O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, também foi convocado para prestar esclarecimentos aos vereadores sobre os problemas na pavimentação da Capital.

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