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Valdir Gomes nega ruptura com PP após ser flagrado em evento tucano

Parlamentar eleito disse que não foi procurado por ninguém, mas que episódio foi 'divisor de águas'

27 OUT 2016
Rodson Willyams
15h03min
Foto: Geovanni Gomes / Arquivo

Eleito nas eleições de 2016, o vereador Valdir Gomes, do PP, usou a rede social Facebook para afirmar que não referendou apoio à candidata Rose Modesto, do PSDB. O partido pelo qual foi eleito tem como presidente regional o atual prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, que oficializou apoio, neste segundo turno, ao deputado Marquinhos Trad, do PSD.

Nesta semana, após ser flagrado em uma reunião política ao lado de Rose Modesto, do PSDB, e usando adesivo da campanha no peito, Valdir precisou correr para justificar a sua presença em evento tucano, após deixar de 'orelha em pé' seguidores de Alcides Bernal.

Pela rede social, o vereador eleito disse que foi convidado por um grupo de educadores para ouvir as propostas da candidata Rose Modesto. Segundo ele, 'não me manifestei e não fui dar apoio algum, virou um horror de comentários como se eu estivesse cometido um crime', disparou em esclarecimento.

E ainda afirmou: 'fui eleito por pessoas do bem e amigos. Não sou traidor e vou honrar a cada voto recebido, só não sabia o quanto sou importante. Sou PP', finalizou.

Ao TopMídiaNews, Valdir reforçou que foi eleito pelo povo e que não cometeu nada de errado. "Não fiz nada de errado, fui convidado a comparecer lá por pessoas que votaram em mim. Não fiz nada escondido, não precisei entrar pela porta dos fundos. Fui eleito pelo voto popular e cheguei à Câmara porque tenho crédito, senão, não seria eleito".

E continua, "fui conhecer as propostas dela para a educação, nós vivemos em uma democracia. Não sou inimigo dela e a conheço. Mas também sempre tive um bom relacionamento com o Marquinhos Trad. Sou servidor da prefeitura e todos os prefeitos que passaram sempre me respeitaram. Eu sempre soube quem era o meu chefe. Não dei apoio e nem quero ser polêmico".

Sobre o PP

Valdir Gomes ainda afirmou que, após toda a polêmica envolvendo o caso, não recebeu ligação de ninguém do PP, e principalmente, do atual prefeito Alcides Bernal. "Ninguém me ligou, depois estive em um evento que o prefeito estava e ele não falou nada pra mim. Nem o Marquinhos disse nada. Mas esse episódio também serviu para ser um divisor de águas. Muitas pessoas que falaram que estavam do meu lado, ao saber desse fato, me atacaram e me julgaram sem saber de nada. Então, pude ver quem são realmente os meus amigos. Mas não houve ruptura com o meu partido que eu respeito".

O novo parlamentar, que assume a cadeira em 2017, ainda aproveitou para explicar o adesivo colado em sua roupa, com o número 45, foi colocado por terceiros. "Quando cheguei no evento, as meninas vieram falar comigo. Eu disse que estava lá para acompanhar as propostas. Mas uma delas colou o adesivo em mim e, diante disto, eu não podia tirar e jogar fora. Respeitei a quem me convidou e fiquei com ele, mas não usei o microfone e nem pedi nada. Não fiz isso para afrontar ninguém. Como parlamentar, eu disse, vou trabalhar por Campo Grande, independente de quem seja o prefeito", finalizou. 

Imagens do evento em que no canto esquerdo aparece Valdir Gomes, depois Rose Modesto e o presidente da ALMS, Junior Mochi, do PMDB. Foto: Repórter Top

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