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domingo, 27 de setembro de 2020
Política

Vander se diz inocente; PGR pediu R$ 2 milhões de volta e cadeia de 12 anos para deputado

Parlamentar sul-mato-grossense é investigado por lavagem de dinheiro

18 março 2019 - 15h47Por Celso Bejarano, de Brasília

“Provarei a minha inocência e acredito na minha absolvição, que é a medida justa ao que se espera dessa ação”, diz trecho do comunicado emitido na tarde desta segunda-feira (18) pela assessoria de imprensa do deputado federal Vander Loubet (PT-MS).

O manifesto dele responde a procuradoria-geral da República que pela manhã divulgou nota afirmando ter reiterado o pedido de condenação contra o parlamentar, acusado de receber propina por meio do escândalo de corrupção que ficou conhecido como Lava-Jato.

Se a Justiça Federal acatar o pedido da PGR arruína de vez a vida política e financeira do deputado sul-mato-grossense. Além de pedir prisão de 12 anos, a procuradoria quer que o parlamentar e mais duas pessoas, uma delas cunhado de Vander, algo em torno de R$ 2 milhões.

Corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização são os crimes que o deputado teria praticado. Além dele a PGR pede a prisão de Ademar Chagas (cunhado dele) e Pedro Paulo Bergamaschi.

De acordo com a PGR, as investigações conduzidas pela Polícia Federal e Ministério Público, que ainda tocam a operação Lava-Jato, revelaram pelo menos 11 pagamentos em espécie e por meio de depósitos bancários de modo que os valores não fossem identificados como ilícitos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Nas alegações finais, a PGR reforça os termos da denúncia, detalha e narra a forma como os crimes supostamente foram cometidos.

O dinheiro captado por Loubet, em torno de R$ 1 milhão, segundo o MPF, teria saído do bolso do doleiro Alberto Youssef, um dos operadores do esquema de lavagem de dinheiro que envolvera empresas gigantes, como a Odebrecht. Em troca de favores, a empreiteira dava dinheiro a políticos.

Veja nota emitida por Vander Loubet

Nota sobre as alegações finais da PGR

A respeito da reiteração da Procuradoria-Geral da República (PGR) em seu pedido de condenação contra mim, quero esclarecer o seguinte:

1. A PGR, em suas alegações finais, não trouxe maiores digressões quanto à denúncia. Na verdade, não houve uma única prova que já não estivesse no inquérito, mostrando que o Ministério Público Federal (MPF) não provou a acusação. Inclusive, admite e confessa que não tem provas, tanto é que pede condenação com base em indícios.

2. A novidade importante das alegações finais é que ela reconhece que não houve depósitos de Alberto Youssef na minha conta, erro esse registrado desde o início da denúncia e posteriormente em toda a fase da instrução processual. Uma perícia inclusive provou que nunca houve esses depósitos, o que agora foi devidamente reconhecido pelo MPF.

3. Pelo fato de a ação estar na fase das alegações finais, abre-se, portanto, prazo para que eu faça a minha defesa final. Dessa forma, provarei a minha inocência e acredito na minha absolvição, que é a medida justa que se espera ao final dessa ação.

Campo Grande (MS), 18 de março de 2019.

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