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segunda, 30 de novembro de 2020
Política

Vereadores deixam de votar para discutir sobre homossexualidade

Adiado

24 outubro 2013 - 12h32Por Juliene Katayama

Com votações na pauta, vereadores discutem sobre a hossexualidade. A polêmica começou quando o vereador Paulo Pedra (PDT) disse que "toda família de evangélico tem um gay" e depois para corrigir o erro emendou "toda família brasileira tem um gay ou vai ter". As declarações causaram polêmica na Câmara Municipal e a discussão tomou conta da sessão.

As declarações de Pedra foi sobre a moção de congratulação da vereadora Luiza Ribeiro (PPS) para o Mister Brasil Diversidade, Carlos Daniel, o sul-mato-grossense que ganhou o título nacional.

Os vereadores, principalmente da bancada evangélica, se revoltaram com as declarações. Mas, em defesa dos evangélicos, os nobres pares acabaram mostrando precoceito. Elizeu Dionizio (SDD) pediu para a Mesa Diretora retirar as palavras de Pedra por serem ofensivas. "Eu sou evangélico e graças a Deus na minha família não tem ninguém homossexual", afirmou. 

Alceu Bueno (PSL) questionou Pedra utilizando dados estatísticos. "A estatística mostra que 90% das famílias não tem nenhum membro homossexual", pontuou o vereador. Delei Pinheiro (PSD) também questionou os dados. "Só quero que o Pedra me fale a fonte dele".

O tom preconceituoso foi questionado por Eduardo Romero (PTdoB). "A impressão é que dá que existem homens, mulheres e um terceiro elemento. Quem não é heterossexual faz parte do grupo do terceiro elemento", destacou.

O clima esquentou quando Gilmar da Cruz (PRB) disse a Pedra: "Temos toda liberdade para escolher. Eu sou heterossexual. O Pedra pode ser homossexual ou heterossexual...".

Bate-boca - Elizeu voltou a pedir para o presidente, Flávio César (PTdoB) estava na cadeira, para retirar da ata a colocação de Pedra. "Isso não comunga da verdade da sociedade", disse.

Pedra pegou o microfone e chamou Elizeu de homofóbico. "Você cuida do seu mandato e eu cuido do meu. Você é o mais homofóbico", gritou. Elizeu não ficou calado e retrucou. "Qual é a prerrogativa para ele me chamar de homofóbico", respondeu.

Ponto final - Flávio César tentou encerrar a discussão três vezes. O presidente ainda tentou retirar da ata as palavras de Pedra que não deixou. "Não vai tirar porque o que eu disse, volto a repetir", reclamou.

Os vereadores tentaram dar continuidade à sessão, mas não conseguiram. O vereador Coringa (PSD) ainda tentou pedir a prorrogação da sessão, mas Flávio preferiu encerrar a sessão.

Correção:

A moção de congratulação ao Mister Brasil Diversidade, Carlos Gabriel, são dos vereadores Luiza Ribeiro (PPS)

e Eduardo Romero (PT do B).

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