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Política

09/02/2016 09:31

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Vídeo: Vander é cercado por ‘quadrilha’ de manifestantes em cafeteria da Capital

O deputado federal Vander Loubet (PT) foi alvo de mais uma manifestação de eleitores insatisfeitos com sua conduta parlamentar nesta segunda-feira (8). Investigado pela Polícia Federal na Operação Lava Jato e denunciado pela PGR (Procuradoria-Geral da República), ele foi cercado por uma ‘quadrilha’ simbólica durante bate-papo em cafeteria, que fica localizada na região central de Campo Grande.

Vídeo que começou a circular nas redes sociais mostra o parlamentar sentado em uma área externa do estabelecimento, acompanhado de um homem, quando um grupo de cerca de dez pessoas inicia uma quadrilha caipira, de maneira improvisada, ao seu redor. Como na tradição das festas juninas, as pessoas formam pares e citam ‘empecilhos’ que acabam prejudicando o ‘caminho da roça’.

Os manifestantes citam essencialmente políticos do Partido dos Trabalhadores, como a presidente Dilma Rousseff e seu antecessor e padrinho, o ex-presidente Lula. Entre os participantes, é possível identificar um dos líderes do movimento "Chega de Impostos", Vinícius Siqueira, que também participou de diversas ações a favor do impeachment. Veja a seguir:

No mês passado, Vander também foi recebido por protestos quando desembarcava no Aeroporto Internacional de Campo Grande. Com faixas e gritos, o grupo acompanhou o petista até o carro que foi buscá-lo. Assim como no episódio ocorrido durante o feriado de Carnaval, o deputado manteve o silêncio durante todo o trajeto.

Investigações

A PGR denunciou o parlamentar e sua esposa, Roseli da Cruz, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Também pediu multa de R$ 1 milhão a ser pago para a União, além da reparação de danos moras e materiais no valor de R$ 5 milhões.

De acordo com o procurador-geral Rodrigo Janot, todas as empresas que efetuassem contratos com a BR Distribuidora teriam que pagar propina ao petista por sua influência na subsidiária da Petrobras. Pelo menos quatro delas teriam participado do esquema, entre postos de combustíveis, engenharia civil, compra e venda de álcool e administração dos programas de fidelidade.

  

Ele teria recebido R$ 1 milhão a pedido de Pedro Paulo Leoni Ramos, da empresa GFD Investimentos. Além disso, o inquérito da Lava Jato revela um suposto esquema para quitar as dívidas pessoais e de campanha do deputado. Três pessoas e duas empresas disseram que débitos abertos por ele e por sua mulher, de ao menos R$ 144 mil, foram cobertos pela empresa Arbor, que fazia a contabilidade do doleiro Alberto Youssef.

  

A Arbor era gerida pela contadora Meire Poza. À CPI da Petrobras, ela disse que emitiu cerca de R$ 7 milhões em notas frias para cobrir despesas ordenadas por Youssef. As dívidas de Loubet eram de duas naturezas: dinheiro emprestado à sua mulher e dívidas da campanha à Prefeitura de Campo Grande em 2012, quando foi derrotado.

 

Viagens com lobistas

Durante as investigações, a PF ainda detectou que Vander viajou para fora do país na companhia do lobista Jorge Luz para intermediar um negócio fechado com a Petrobras. As viagens ocorreram nos dias 27 de dezembro de 2010 e 23 de agosto de 2011, para Miami (EUA). Eles também estiveram no mesmo voo para Buenos Aires, na Argentina, em 8 de abril de 2011; e novamente para Miami, em 11 de novembro de 2011.

Procurado pela reportagem para comentar as manifestações, o petista preferiu não se manifestar antes mesmo de ser informado sobre o tema que seria abordado na matéria. Sobre as investigações da PF e a denúncia da PGR, em outras ocasiões, ele informou que não teve acesso aos documentos, portanto, não poderia realizar nenhuma declaração.

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