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Política

Com articuladores escolhidos a dedo, vitória de Reinaldo era costurada há mais de ano

Sérgio de Paula e Carlos Assis agiram nas articulações políticas em todo o MS

29 outubro 2018 - 07h00Por Celso Bejarano

Dois articuladores políticos escolhidos a dedo por Reinaldo Azambuja (PSDB) agiram como os chamados fiéis da balança nessa disputa eleitoral, que sagrou o governador campeão no 2º turno. Sérgio de Paula, ex-chefe da Casa Civil e Carlos Alberto de Assis, ex-secretário de Administração do governo tucano, são eles.

De Paula, fiel escudeiro de Reinaldo desde 2000, ano que o governador, então prefeito de Maracaju, assumiu a presidência da Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) vinha trabalhando na articulação pela reeleição desde março do ano passado. 

Ou seja, o governador sabia que precisava reforçar sua popularidade no interior do Estado e que De Paula era o nome certo para a missão, pois lá atrás, há 19 anos, os dois souberam como lidar com a política nos municípios.

Reinaldo sabia ainda que precisava calibrar sua estima aqui em Campo Grande.  E, para isso, designou Carlos Alberto de Assis, seu chefe de campanha na cidade por três ocasiões. 

Assis aceitou a proposta e logo deixou a Secretaria Estadual e Desburocratização. Um dos ganhos com o ex-secretário foi a aproximação do governador com o prefeito da cidade, Marquinhos Trad, do PSD.

EXÉRCITO DE CABOS ELEITORAIS

De Paula foi para o interior e lá construiu um invejável arco de alianças. Diálogos do tucano atraíram alianças com nada menos que 62 dos 79 prefeitos de MS. E mais: um exército de 320 vereadores passou a integrar o pacto pela reeleição de Reinaldo.

Traduzindo num linguajar político: já há ano o governador contava com perto de 400 cabos eleitorais com mandatos políticos no interior.

Foi por meio de articulações de De Paula que o PSDB trouxe para seu o lado o DEM, sigla forte e que indicou o vice de Reinaldo, o ex-prefeito de Dourados, Murilo Zauith. 

Além disso, o articulador pôs na mesma mesa do governador prefeitos das cidades com maior número de eleitore3s, como Três Lagoas, Ponta Porã, Corumbá e Dourados.

As alianças conquistadas pelos tucanos juntaram 14 partidos e isso isolou o principal adversário de Reinaldo, o juiz federal aposentado, Odilon de Oliveira, do PDT.

OBRAS

A vitória de Reinaldo no primeiro turno em MS conquistou força também a partir das ações do ex-secretário de Administração, Carlos Alberto de Assis.

Assim que assumiu a campanha tucana, em Campo Grande, fim de julho passado, Assis buscou diálogos com entidades que já havia transitado antes em campanhas anteriores, as que representam os moradores de bairros.

Em dois meses, segundo cálculos de assessores de Assis, o ex-secretário participou de ao menos 800 reuniões promovidas e cada uma delas juntava de 150 a 200 pessoas.

A partir daí, Assis enxergou as reais necessidades dos moradores e, com os dados apurados alertou o governo, que injetou em torno de meio bilhão de reais em obras na cidade ligadas à infraestrutura, saúde, educação e saneamento básico.

Além disso, o governo e a prefeitura da cidade agiram mais em parceria na execução de obras, como a reorganização viária da rotatória das avenidas Mato Grosso e Nelly Martins, a conhecida Via Parque.

As articulações de De Paula e Assis foram o peso maior da campanha vitoriosa de Reinaldo que fica agora no comando do governo até 2022.