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Testes da vacina contra a dengue começam com 1,2 mil voluntários em Campo Grande

O objetivo do estudo pioneiro é que a vacina esteja pronta até metade de 2018

1 SET 2016
Rodson Willyams
15h17min

Campo Grande passa a partir desta quinta-feira (1°) de setembro, a integrar o grupo de pesquisa que visa realizar testes clínicos da vacina contra dengue. Ao todo, 1.200 pessoas se colocaram como voluntárias na Capital e deverão ser acompanhadas por pesquisadores do município e Estado, por meio do Instituto Butantan, de sediado em São Paulo. Todos os voluntários terão acompanhamento por um período de cinco anos.

Segundo o governador Reinaldo Azambuja, do PSDB, a vacina deve contribuir bastante em relação ao controle de doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Agypty. "A criação desta vacina representa um avanço enorme e condição acessível à sociedade com resultados positivos e, tão logo, com registro na Anvisa".

O prefeito Alcides Bernal, do PP, também destacou a importância da vacina e do município fazer parte deste estudo. Ainda colocou à disposição dos pesquisadores, as equipes e os técnicos da Sesau para o desenvolvimento do estudo.

Bernal aproveitou o momento para relembrar das epidemias que a Capital viveu. "Campo Grande sofreu muito com essas epidemias, quando assumi chegamos a ter 1.500 casos por dia, mas vencemos rapidamente. Logo depois, quando reassumi, houve novamente uma epidemia muito forte, mas conseguimos vencer". O prefeito destacou que a equipe da prefeitura tem feito um trabalho de prevenção na cidade para evitar nova epidemia em 2017.

Vacina

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSDB, relatou que esse projeto é uma iniciativa do governo paulista, em parceira com o Instituto Butantan e o objetivo é criar a vacina. O investimento, até o momento, chegou a R$ 100 milhões e o objetivo é produzir em torno de 30 milhões de doses após a finalização dos testes e aprovação na Anvisa.

"O governo está desenvolvendo a vacina tetra viral para combater os quatro vírus ativos Zyca, Dengue, Chikungunya, Febre Amarela Urbana. Já foi a primeira etapa, agora estamos na fase clínica. Ao todo, temos 17 mil voluntários de 12 estados brasileiros, como Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; a Recife, em Pernambuco; passando por Campo Grande, em Mato Grosso do Sul", comentou.

Alckmin ainda relatou que o objetivo do estudo é ter a vacina pronta até a metade de 2018 e disponibilizá-la no Sistema Único de Saúde. "Nós queremos que esta vacina seja distribuída e uma única dose". A Universidade Federal de Mato Grosso do Sul será parceira nesse processo do estudo e deverá auxiliar no estudo.

De acordo com o médico responsável, da UFMS, Erivaldo Elias Junior, todos os voluntários, cerca de 1.200, deverão passar por uma avaliação médica. "Nós não teremos grávidas e nem mulheres que desejam engravidar dentro de 28 dias. Pessoas com doenças crônicas também não e todas passarão por avaliação minuciosa".

Durante o evento desta quinta-feira (1°), duas pessoas foram vacinadas. "Todas terão acompanhamento de cinco anos. As que foram vacinas devem retornar em um mês e, depois, a cada dois meses estarão acompanhados", disse Erivaldo.

Dos 17 mil voluntários do estudo, 12 mil receberão a vacina e cinco mil receberão o placebo que não possuiu a substância.

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