O pequeno corumbaense Lucas Diogo, de apenas 8 anos, está lutando pela vida em um leito de hospital, enquanto seus pais, familiares e amigos batalham por uma vaga na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para ele ter mais chances de melhora.
Conforme relato encaminhado para o TopMídiaNews por uma amiga da família, o menino foi diagnosticado com um quadro grave de encefalite viral, uma doença aguda no cérebro comumente causada por dengue, zika vírus ou até mesmo herpes. Por conta disso, ele foi internado pela primeira vez, já em estado grave, no dia 14 de março em Corumbá.
Apresentando piora significativa, os médicos passaram a tentar uma vaga para tratamento com neurologista pediátrico em Campo Grande. Após 10 dias de espera, ele conseguiu uma transferência para Três Lagoas, mesmo sem a cidade ter a estrutura necessária para receber o paciente.
“Ele foi para Três Lagoas junto com a mãe. Mas é muito difícil lá, porque não tem nenhum conhecido na cidade para ir ajudá-los. A mãe dele ficou praticamente todos os dias dentro do hospital, sem a menor condição de fazer qualquer outra coisa ou receber ajuda”, explicou.
Neste meio tempo, a família recebeu a notícia da vaga no Hospital Regional de Campo Grande, vindo para Capital depois de quase 15 dias em Três Lagoas. “Lá em Campo Grande eles têm parentes que podem levar comida, uma muda de roupa e ajudar com várias outras questões”, detalhou.
No entanto, o alívio durou pouco, já que o sistema de saúde disse não ter leito em UTI pediátrica para receber o pequeno Lucas, aumentando ainda mais o desespero da família. Sem vaga, querem mandar o menino para Três Lagoas novamente.
“É uma vida que está em jogo. Ele precisa de uma vaga em UTI para ter uma chance de sobreviver”, disse a amiga, que aguarda atualização do caso.
Para conseguir o leito em Campo Grande, a família buscou ajuda junto à Defensoria Pública, mas, até o momento, não teve uma resposta positiva.
Enquanto isso, os amigos seguem mobilizados para ajudar a família, já que, além da vaga, o pequeno precisa de outros itens, como fraldas. “Ele não está mais se comunicando com a mãe. Por isso estamos fazendo arrecadação e mandando o que conseguimos”, explicou a corumbaense.
A reportagem procurou a SES (Secretaria de Estado e Saúde), mas, até a publicação desta matéria, não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.








