A falta de suplementos alimentares fornecidos pela rede pública de saúde tem preocupado a aposentada Vanilde Macedo Alves, responsável legal pelo neto Jeová Gabriel Alves Ojeda, de 9 anos. Segundo ela, há dias não consegue retirar a dieta prescrita para o menino, que nasceu prematuro, tem baixa imunidade, baixo peso e depende do suplemento para manter o estado nutricional.
Em entrevista ao TopMídiaNews, a avó afirmou que foi ao CEM (Centro de Especialidades Médicas) e recebeu a informação de que o produto está em falta e sem previsão de reposição. "Pergunto: a criança especial vai ficar sem comer? Vai esperar até quando? Ele precisa dessa dieta todos os dias", desabafou.
De acordo com Vanilde, o neto tem decisão judicial que garante o fornecimento gratuito do suplemento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). O produto utilizado regularmente é o PediaSure e, quando indisponível, ele pode utilizar outro suplemento indicado pela equipe médica. No entanto, segundo ela, nenhum dos dois está disponível na rede.
Sem condições financeiras para comprar o produto, cujo valor varia entre R$ 150 e R$ 161 por lata, a avó diz que precisou substituir o suplemento por leite comum.
"Comprei leite de caixinha e ele teve diarreia. Depois comprei leite de saquinho e aconteceu a mesma coisa. Ele perde peso muito rápido. Em 30 dias pode perder de dois a três quilos", contou.
Segundo a responsável, Jeová não consegue se alimentar normalmente. Os alimentos precisam ser preparados em consistência pastosa e, mesmo assim, o suplemento continua sendo essencial para fornecer os nutrientes necessários ao organismo. "Ele não come arroz e feijão normalmente. Eu cozinho tudo, bato e faço uma papa. O leite é o que complementa toda a alimentação dele para que não fique desnutrido", explicou.
A situação se tornou ainda mais delicada porque, há 24 dias, o menino passou por uma cirurgia. A expectativa da família é que o procedimento ajude, futuramente, na alimentação, mas, até lá, o suplemento continua sendo indispensável.
Para a avó, a falta do suplemento compromete diretamente a saúde do neto e de outros pacientes que dependem da dieta especial.
"Cadê as verbas das dietas? Cadê os suplementos das crianças especiais? Eles têm esse direito garantido pela Justiça. Não é um favor, é um tratamento necessário".
A reportagem procurou a Sesau (Secretaria Municipal da Saúde) para questionar o fato, mas até a publicação desta matéria não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.








