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Saúde

há 2 meses

'Disseram que não havia prioridade', diz mãe de menino autista que esperou 3h no Leblon (vídeo)

Além da espera, ela afirmou ter enfrentado dificuldades para solicitar exames com uma médica que atendeu o menor

Uma mãe denunciou falta de prioridade no atendimento ao filho autista de 6 anos na UPA Leblon, em Campo Grande, e afirmou ter esperado cerca de três horas para que a criança fosse atendida, mesmo após pedir apoio da gerência da unidade.

Segundo o relato encaminhado ao TopMídiaNews, o menino, diagnosticado com TEA (transtorno do espectro autista) nível de suporte 2 e TDAH (transtorno do déficit de atenção com hiperatividade), havia machucado o pé e apresentava dor.

Como o pequeno tem sensibilidade e fica ainda mais agitado diante de uma grande lotação de pessoas, ela questionou sobre o atendimento prioritário. Momento em que foi informada de que não havia prioridade para pessoas autistas na unidade.

“Mesmo depois disso, ainda ficamos mais de 2h esperando atendimento. Tinha uma menina esperando há mais de 5h”, afirmou.

Além da espera, ela afirmou ter enfrentado dificuldades para conseguir um pedido de raio-x para o filho. Segundo o relato, o exame só teria sido solicitado após discussão com uma médica. Posteriormente, o menino foi atendido por outra profissional, cujo atendimento foi classificado pela mãe como atencioso.

“Precisei brigar para conseguir um exame. Eles não queriam passar, mesmo ele falando que estava com dor. A médica chegou a falar que ‘não faria as coisas para satisfazer meu ego’, sendo que eu queria apenas o melhor atendimento para meu filho”, explicou a mãe.

A denúncia também aponta preocupação com o cumprimento de direitos de atendimento prioritário para pessoas com transtorno do espectro autista, já reconhecido em legislação específica.

Segundo a mãe, em outras unidades de saúde da capital, como na região do Aero Rancho, o filho costuma receber atendimento prioritário, o que, segundo ela, não ocorreu na UPA Leblon.

“As pessoas merecem dignidade, principalmente quando seus direitos não são cumpridos”, finalizou ela.

A reportagem procurou a Prefeitura de Campo Grande para esclarecer se pessoas com TEA têm direito a prioridade nas unidades de urgência, quais protocolos são adotados nesses casos e se a situação relatada será apurada. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

 

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