Uma idosa de 65 anos, vítima de atropelamento, aguarda, há mais de uma semana, por uma cirurgia considerada urgente, enquanto enfrenta dores intensas e risco de agravamento do quadro de saúde. O caso aconteceu em Camapuã, a 143 quilômetros de Campo Grande, e a família denuncia falta de atendimento adequado na rede pública.
Segundo relato da filha, a mulher foi atropelada no dia 21 de abril enquanto estava na calçada. O motociclista, que não foi identificado, teria avançado em sua direção “como se estivesse bêbado” e a atingiu, arremessando a idosa ao solo. Após a colisão, o piloto fugiu do local sem prestar socorro.
A vítima foi levada inicialmente ao hospital do município, onde recebeu pontos em um dos ferimentos. No entanto, conforme a família, o atendimento foi prejudicado pela falta de estrutura, já que o equipamento de raio-x estaria quebrado no dia, e a paciente acabou sendo liberada mesmo com dores e inchaço.
Com o passar dos dias, o quadro se agravou. O pé ficou roxo e inchado, e a idosa passou a sentir dores ainda mais intensas. Na segunda-feira (27), ela retornou ao hospital e conseguiu realizar o exame, que constatou fratura no pé. Desde então, médicos indicam a necessidade de cirurgia urgente, com risco, inclusive, de amputação.
Apesar disso, a família afirma que não consegue vaga para o procedimento. “Alguns hospitais dizem que não precisa de cirurgia, outros pedem tomografia, e até agora ninguém resolve nada”, relatou a filha.
A situação se agrava com a ausência de medidas básicas de cuidado. De acordo com a denúncia, a paciente chegou a passar uma noite sem receber medicação para dor. Além da fratura, a idosa apresenta sinais de infecção em um dos braços e não consegue mais apoiar o pé no chão.
Ela também possui histórico de hipertensão, o que aumenta a preocupação da família diante da demora no atendimento.
Até esta quinta-feira (30), a paciente segue em Camapuã, sem transferência para uma unidade com maior capacidade, como em Campo Grande, e sem previsão para a realização da cirurgia.
“Minha irmã já procurou em tudo quanto é lugar e ninguém dá resposta. Nossa saúde e a cidade estão um caos”, desabafou a filha.
A reportagem procurou a Secretaria de Saúde de Camapuã, mas, até a publicação desta matéria, não teve retorno. O espaço segue aberto para manifestações futuras.









