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Andrés afirma que Lava Jato atrapalha Corinthians na busca por naming rights

Ele negou qualquer envolvimento do Timão na operação da Polícia Federal

25 outubro 2016 - 16h45Por Globo Esporte

Inaugurada em maio de 2014, a Arena Corinthians ainda busca uma definição para o naming rights do estádio. Principal nome na administração da casa alvinegra, o ex-presidente Andrés Sanchez admite que a Lava Jato tem atrasado o planejamento do clube.

– Incomoda, dificulta, pois todas as obras da construtora estão sendo questionadas. Mas temos uma auditoria para ver a parte financeira e tudo que tem no estádio. Quando acabar, saberemos o que tem de certo e errado, mas é óbvio que a Lava Jato atrapalha, porque ficam falando a toda hora que a arena vai entrar nisso – disse o dirigente, em entrevista ao jornal "O Estado de S.Paulo". Ele negou qualquer envolvimento do Timão na operação da Polícia Federal.

– O Corinthians não sabe de nada. Mas quero que procurem mesmo, porque se tiver algo errado, o Corinthians é vítima e vai correr atrás dos seus direitos. Eu não tenho medo da Lava Jato, porque não roubei nem sei de ninguém que tivesse roubado no estádio – completou.
Depois de o assunto criar muita expectativa entre os torcedores do Timão, a negociação dos naming rights da arena é tratada com cautela e sem pressa por Andrés Sanchez. 

Em entrevista ao GloboEsporte.com em setembro, o presidente Roberto de Andrade também admitiu atraso na definição, mas manteve esperança de anunciar um acordo até o fim desta temporada.

– Se chegarem com uns R$ 300 milhões, ou R$ 200 milhões, eu aceito. O que pagarem a gente fecha – afirmou Andrés Sanchez, que defendeu o modelo de negócio do estádio corintiano.

– O plano foi feito por um especialista, que é o Luis Paulo Rosemberg. O estádio custou R$ 985 milhões e tem mais R$ 40 milhões ou R$ 50 milhões que faltam para terminar a construção. Temos os R$ 500 milhões do CID (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento), que foi questionado na Justiça, mas vencemos na primeira instância e a segunda será decidida em breve. Já vendemos uma parte e não conseguimos vender mais por causa dessa briga judicial, pois os interessados pedem desconto de 30% e não aceitamos. Os naming rights estão atrasados por mil razões. Pegando esses valores, você tem 70% do estádio pago. Camarote, a gente imaginava vender mais rápido, mas não esperávamos essa crise no Brasil – acrescentou.