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Bullying nas escolas: melhor caminho é a prevenção, alerta psiquiatra

Psquiatra ressalta que crianças que praticam bullying contra outras também necessitam de tratamento

5 NOV 2018
Kerolyn Araújo
13h10min
Foto: Pedro Armestre

Bullying pode ser considerada uma das palavras do século. Um mal que atinge o mundo todo pode desencadear crises de ansiedade, depressão e até mesmo a morte. Hoje, o TopMídiaNews traz dicas de como evitar e identificar esses casos. 

Segundo o médico psiquiatra Kleber Meneghel Vargas, o melhor caminho para evitar o bullying, principalmente o que ocorre dentro das escolas, é a prevenção. ''Hoje, a maioria das escolas possuem psicólogos, psicopedagogos. Ela tem um papel muito importante de observância, então é importante fazer palestras educativas, mostrar o que é errado, o que é ruim", explicou.

Os pais devem ficar atentos aos sinais de que os filhos podem estar sofrendo bullying, como mudança de comportamento, não querer ir à escola, isolamento e choro. Ao primeiro sinal, os pais devem procurar a escola. 

''Quando você suspeita de bullying, o primeiro apsso é entrar em contato com a direção da escola para buscar informações e identificar qual tipo de bullying a criança está sofrendo. A partir daí, procurar ajuda de um profissional, seja psicólogo ou psiquiatra. Dependendo, o bullying pode refletir na vida da criança e desencadear doenças como ansiedade e depressão".

Meneghel ressalta que os pais tem um papel importante tanto na parte de ajudar a criança que está sofrendo bullying, quanto também aquelas que praticam o ato. ''Quem faz bullying, de uma maneira geral, também precisa de ajuda. Às vezes faz com outra pessoa porque já passou pela mesma situação ou porque passa problemas em casa'', disse.

Conforme o psiquiatra, além de detectar os primeiros sinais de mudanças de comportamentos em crianças que sofrem bullying, os pais também tem um papel fundamental para que os filhos não se deixem abater pelo problema. ''Uma dar formas é dar amor para essa criança, ensiná-la a ser resiliente, fazer com que elas tenham autoestima para não dar tanta bola para divergênicias. Mas ao mesmo tempo ser firme com limites e regras. Uma criança sem limite se torna um adulto com dificuldade para lidar as frustações". 

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