Josefa Isabel de Araújo é uma mulher idosa, mãe de dois filhos com deficiência: o filho é cego e a filha é acamada. Os três vivem em uma casa de alvenaria simples no bairro Tijuca, em Campo Grande.
No dia a dia, Josefa luta para conseguir suprir as necessidades dos filhos com o pouco que recebe de benefício do governo.
Nessa luta, ela equilibra as contas e sempre economiza um pouco para poder fazer reformas, reparos e manutenções que, por vezes, são necessárias em casa, já que no terreno ao lado de onde mora há uma casa abandonada de onde saem insetos, bichos peçonhentos e, como se não bastasse, ainda há uma infestação de cupim que fez com que ela tivesse gastos inesperados, tendo que se apertar um pouco com as obrigações financeiras mensais.
"Eu não posso trabalhar, nem sair muito, porque meu filho é cego e não consegue fazer nada sozinho", conta.
Já a filha, mais nova, é acamada. Josefa, no entanto, não soube dizer qual é o tipo de deficiência da filha. Disse apenas que a filha não anda e não tem autonomia.
No dia a dia, a luta é árdua e Josefa, que já é idosa, se vê sem rede de apoio, tendo que se desdobrar para ser tudo o que os filhos precisam que ela seja, enquanto ela luta contra os imprevistos.
Dona Josefa luta contra dificuldades que se interpõem e impõem a ela e aos filhos uma realidade dura, ainda que repleta de amor e dedicação.









