Matheus Pereira da Silva Lima, de 20 anos, negou participação no latrocínio que terminou com a morte de Gian Marcelo Samaniego Ramão, em Campo Grande, no dia 16 de outubro. Em interrogatório à Polícia Civil, ele afirmou que estava na casa da companheira na data do crime e alegou que deixou Mato Grosso do Sul porque sofria ameaças de morte.
Matheus foi preso em Itu, no interior de São Paulo, enquanto viajava de ônibus para o Rio de Janeiro. Segundo ele, a intenção era deixar Campo Grande para escapar das ameaças. Questionado sobre quem estaria ameaçando-o, respondeu apenas que se tratava de “um pessoal aí”, sem dar mais detalhes.
Durante o interrogatório, é apontado que Yuri Silva Santos Modesto, proprietário do Volkswagen Gol prata usado na ação, havia declarado que Matheus e Bruno Rafael Souza da Silva estavam no veículo e teriam descido para cometer o crime. Matheus negou a versão.
Ao ser questionado sobre o motivo pelo qual Yuri poderia atribuir a ele participação no latrocínio, Matheus afirmou que os dois já haviam conversado e realizado um serviço juntos, mas que havia uma questão financeira entre eles. Ele sugeriu que isso poderia explicar a acusação, sem apresentar outros detalhes.
Munições foram encontradas na casa
Matheus confirmou que as munições encontradas pela polícia em sua residência, no Bairro Portal Caiobá II, eram dele. Segundo o interrogado, havia entre cinco e oito cartuchos de calibre 9 milímetros, que seriam de uma arma que mantinha guardada.
Ele alegou que possuía o material porque sofria ameaças de morte e tinha problemas com outras pessoas. Questionado sobre a existência de outras armas ou objetos relacionados ao caso na casa, negou que houvesse mais armamento.
O suspeito também afirmou não saber se Bruno ou Miguel Sousa da Silva, outro investigado mencionado durante o interrogatório, teriam participado do crime.
Crime ocorreu durante roubo de mercadorias
O latrocínio ocorreu na noite de 16 de outubro, em uma residência na Rua Armando Franco, no Parque Lageado. Conforme o boletim de ocorrência, criminosos armados invadiram o imóvel, renderam familiares e procuravam por Jean, que chegou ao local acompanhado da esposa, Daniele Garcia Rafael.
O casal retornava do Paraguai em um Volkswagen Gol vermelho, transportando mercadorias para revenda. Ao perceber a presença dos suspeitos, Jean correu, mas foi perseguido e baleado nas costas. Ele foi socorrido e levado ao Hospital Universitário.
Os criminosos fugiram levando os veículos prata e vermelho. Posteriormente, o Gol vermelho foi encontrado incendiado no Bairro Caiobá.









