A versão de que uma briga por causa de um muro teria motivado o assassinato do mecânico Aristóteles Onassis Tufaile, em Campo Grande, é contestada por um amigo de longa data da vítima. Em entrevista ao TopMídiaNews, o homem afirmou que a obra já estava em andamento havia mais de um ano e que faltava apenas uma pequena parte do reboco.
Segundo o amigo, a construção do muro não seria recente. Ele reconheceu que ainda faltava concluir parte do revestimento, mas afirmou que o serviço estava praticamente finalizado.
“Essa obra tem mais de um ano que ele está fazendo. A divisa está feita, ele tem que rebocar, realmente o Ari tem que rebocar”, relatou o entrevistado, ao explicar que restava uma parte pequena do acabamento.
Para ele, a existência de uma obra em andamento não seria suficiente para explicar a violência do ataque. O amigo ponderou que os vizinhos poderiam ter discutido, mas questionou se um desentendimento dessa natureza explicaria os disparos.
Suspeito alegou ter sido atacado
Conforme o registro policial, Manoel Paulo Cardoso, apontado como suspeito do crime, confessou ter efetuado os disparos. Ele afirmou aos policiais que teria sido ofendido e atingido por pedras e pedaços de madeira arremessados pelas vítimas e que temeu pela própria integridade física.
O suspeito também teria relacionado os desentendimentos a conflitos de vizinhança. A versão apresentada por ele, no entanto, é contestada pelo amigo de Aristóteles, que questiona a dimensão do problema envolvendo o muro.
O amigo também afirmou que Manoel teria voltado a morar no imóvel havia cerca de três meses.
O caso
Aristóteles foi morto na noite de terça-feira (20), na Rua Pará, na Vila São Jorge da Lagoa. Conforme informações do registro policial, equipes da Polícia Militar foram acionadas para atender a uma ocorrência de disparos de arma de fogo.
No local, os policiais encontraram o mecânico morto. O filho dele também foi baleado, socorrido pelo Corpo de Bombeiros e encaminhado à Santa Casa. Segundo informações repassadas à reportagem, ele estaria em coma induzido.
Manoel Paulo Cardoso, apontado como suspeito do crime, foi localizado e preso pela Força Tática depois de fugir do local e se envolver em um acidente de trânsito na Rua Marechal Floriano.
Segundo o registro policial, ele confessou ter efetuado os disparos e alegou que o conflito teria começado depois de desentendimentos entre vizinhos.









