A morte da motociclista Alaine Amanda Alves Riveira, de 31 anos, na manhã de domingo (28), na Avenida Duque de Caxias, em Campo Grande, levou a família a fazer um alerta que vai além da dor da perda. Após ter acesso às imagens de uma câmera de segurança, os parentes acreditam que a jovem perdeu o controle da motocicleta ao passar próximo a um bueiro na lateral da pista, descartando a hipótese inicial de atropelamento.
Segundo uma sobrinha da vítima, a família só decidiu comentar o caso depois de assistir às gravações. De acordo com a familiar, um veículo aparece nas imagens apenas passando pelo local no momento da queda, o que acabou gerando confusão para uma testemunha que observava a cena de uma guarita.
Ela explicou que Alaine seguia pela lateral da avenida quando passou próximo a um bueiro, perdeu o controle da Yamaha Factor e colidiu contra um poste de iluminação.
Além de esclarecer as circunstâncias da tragédia, a família aproveitou o momento para chamar atenção às condições das vias de Campo Grande. Para a sobrinha, a suspeita de que o acidente tenha sido provocado pela proximidade com o bueiro evidencia um problema enfrentado diariamente por quem utiliza motocicleta na cidade.
Ela revelou que também sofreu uma queda recentemente após tentar desviar de um buraco durante a chuva, experiência que fez com que se identificasse ainda mais com o acidente da tia. "Esses dias eu também caí de moto. Fui desviar de um buraco, estava chovendo, freiei e a moto deslizou. Graças a Deus, na hora que eu estava passando, não tinha ninguém", relatou.
Na avaliação da família, situações como essa são mais comuns do que deveriam e expõem motociclistas a riscos constantes. Ela lamentou que, em poucos segundos, uma irregularidade na pista possa mudar completamente a vida de uma família. "A gente sai de casa que vai voltar e acaba que a gente não volta. E a dor nunca é para quem vai, é para quem fica. Mas Deus vai nos dar força nesse momento e, juntos, vamos superar", desabafou.








