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Campo Grande

Novo laboratório da Apae deve atender 120 pacientes em reabilitação por semana

Os novos equipamentos ajudam a acelerar ainda mais o processo de reabilitação do paciente

27 agosto 2018 - 17h00Por Anna Gomes

A APAE de Campo Grande, por meio de seu Centro Especializado em Reabilitação (CER/APAE), lançou, na manhã desta segunda-feira (27), o primeiro Laboratório de Robótica do Centro-Oeste. Com a intenção de atender 120 pacientes por semana, os aparelhos já estarão disponíveis gratuitamente para a população neste próximo mês de setembro.

Conforme o coordenador do CER, Paulo Muleta, para adquirir os equipamentos, foram investidos R$ 2,8 milhões adquiridos pelo Ministério Público Federal.

“O laboratório é uma referência em todo Brasil, já que só quatro estados no país possuem essa tecnologia, e Mato Grosso do Sul está entre eles. Em média, atendemos mais de 28 mil pacientes e vamos fazer muito mais. Com os novos equipamentos conseguimos trabalhar o processo de reabilitação das pessoas com lesões medulares, traumatismos cranianos e outras lesões do sistema nervoso”, destacou o coordenador.

Agora, o laboratório conta com as tecnologias de ponta do ‘Armeo Spring’, robô exoesqueleto de membro superior, e também o ‘Lokomat’, robô de membro inferior. Ambos são adaptados para crianças e adultos usarem.

Maria de Souza Ferreira, presidente do Clube de Mães da Apae, testou um dos equipamentos e está na expectativa que muitas famílias sejam ajudadas.

“Perdi a minha mãe há pouco mais de um ano. Ela sofreu um derrame e se o Estado já tivesse esses robôs, nos ajudaria muito, pois ela teria conseguido normalizar seus movimentos que estavam paralisados. Serve para todas as pessoas, não sabemos o dia de amanhã, ontem foi minha mãe, amanhã pode ser eu. Isso é de extrema importância, pois minha mãe era uma mulher muito ativa e não conseguir realizar suas atividades acabou a deixando muito triste e nervosa. Devido ao nervosismo, o segundo AVC quando ela não aguentou e infelizmente faleceu”, lembrou.

Atualmente, os pacientes são atendidos com técnicas de intervenção neurofuncionais, com resultados satisfatórios na reabilitação, porém, com a aquisição destes equipamentos de alta tecnologia, será possível acelerar ainda mais o processo de reabilitação do paciente.