Já virou rotina em diversas ruas sem asfalto em Campo Grande: caminhões ou carros atolando. Na última semana, um caminhão de entrega de móveis e eletrodomésticos precisou ser guinchado por outro da mesma empresa, após ficar preso em uma rua da Vila Romana.
Segundo relato enviado à reportagem, são diversas vias que enfrentam o mesmo problema: Rua Brigadeiro Luis Carlos, Aureliano e Glaciano são alguns exemplos. “Isso acontece devido a má pavimentação ou a falta de manutenção nas estradas. Recentemente um carro atolou, um caminhão veio resgatar e quase atolou também. É isso que acontece no nosso bairro, esse descaso”, desabafou um morador que não quis se identificar.
A pavimentação na Vila Romana, assim como em muitos outros bairros de Campo Grande, só foi realizada na linha do transporte coletivo, desconsiderando as famílias que moram no entorno e que sofrem com a falta de pavimentação. “As ruas estão precárias, cheias de buracos, carros atolando. É complicado”.
Sem um presidente de bairro atuante, a Vila Romana segue abandonada ao olhos da Prefeitura de Campo Grande e da prefeita Adriane Lopes (PP). Cansados de solicitar pelo asfalto, os moradores pedem ao menos pelo cascalhamento.
“Estamos precisando de ajuda urgente. Aqui os motoristas de aplicativo não entram mais. Há uma senhora que mora aqui que usa cadeira de rodas que é um sofrimento para ela e para o filho passarem”, relata outro morador.
“Descaso da prefeita isso. Os moradores ficam impossibilitados de entrar com os próprios carros em casa devido ao estado da rua. Não passa carro, não passa entrega. Na época de eleição veio aqui, fez mil e uma promessas e não cumpriu, nem manutenção da rua teve”, relata morador da Rua Aureliano.
Na região, o problema não é de hoje, e diversas cobranças para melhorias asfálticas já foram enviadas à prefeitura, sem retorno. "Esse problema já tem anos. O cascalhamento foi feito em ruas laterais, mas, nas duas ruas em que faltou, eles não vieram concluir o serviço. A minha rua e outra lateral da minha casa ficaram abandonadas".
A reportagem entrou em contato com a prefeitura, mas até o fechamento desta matéria não obteve retorno. O espaço segue aberto para futuras manifestações.









